O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgou recentemente os dados parciais de 2025, revelando as 10 cidades de Mato Grosso que mais geraram empregos formais até o momento. Tangará da Serra, que em anos anteriores estava entre os destaques, ficou fora da lista neste levantamento, o que gerou críticas e questionamentos da população.

Em entrevista à Rádio Serra FM nesta quinta-feira 10, o secretário Municipal de Indústria, Comércio e Serviços, Silvio José Sommavilla, explicou que o mais importante não é a posição durante o ano, mas sim a posição final, no fechamento do ano, pois é essa posição que fica registrada ou tem mais peso.

“Essa é uma informação parcial, ela é precária”.

O secretário explicou ainda os fatores que influenciaram o desempenho do município nessa avaliação parcial.

“Tangará da Serra é múltipla em suas atividades, não é um crescimento empírico, mas também não existe queda, ela vem controlando”.

Ainda segundo ele, muitos empregos gerados em Tangará são registrados em outras cidades por conta da localização do CNPJ das empresas.

“Hoje, por exemplo, Tangará está preparando mais de 80 vagas de emprego que não vão ser autenticadas para Tangará, porque a construtora é de Rondonópolis. Está contratando em Tangará, mas o CNPJ está lá”,

explicou.

Ainda, segundo Sommavilla, outro ponto que entra em discussão é a defasagem salarial. A média salarial de Tangará da Serra, segundo o secretário, é de R$3.400 enquanto em outros municípios como Lambari d’Oeste chega a R$5.800 a R$6.000, essa diferença influencia na decisão do trabalhador que está procurando receber melhor mesmo que precise se deslocar da sua cidade.

Para enfrentar os desafios, o município tem investido em qualificação por meio do programa Qualifica Tangará. A expectativa, segundo Sommavilla, é tornar a cidade referência em mão de obra qualificada.