Com mudanças realizadas no final do ano de 2025, o assunto Coleta de Resíduos Sólidos em Tangará da Serra tem passado por ciclos que trouxeram alguns desentendimentos entre o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Samae) e empresas do ramo, como caçambas, e moradores.

Com as mudanças, muitas pessoas têm recorrido aos Ecopontos, mas reclamam de algumas situações, como quantas vezes podem descarregar, bem como, o fato de empresas privadas não poderem utilizar o serviço.

Em recente entrevista à Rádio Serra FM, o prefeito Vander Masson disse que o município tem buscado formas de resolver os problemas e na última semana, o Samae foi autorizado a adquirir mais um triturador, para que o material de poda de árvores verdes, descartado nesses pontos de coletas, sejam transformados em compostagem. No município já há um triturador instalado no Ecoponto do Tarumã.

Segundo o diretor do Samae, Marcos Scolari, o novo equipamento deverá ser instalado no Jardim Acapulco.

“A gente vai poder diminuir um pouco no Tarumã e vamos atender também aqui no Acapulco para facilitar e favorecer as pessoas, os trabalhadores, principalmente o pessoal que trabalha na poda, limpeza e jardinagem”.

Conforme o diretor, o material triturado vira compostagem, doado de forma totalmente gratuita aos interessados.

Nos Ecopontos, Scolari informa que a descarga diária é de um metro cúbico de material, tanto para a população, quanto para empresas privadas de menor porte. Já no caso de empresas maiores, não poderão descartar os resíduos nos Ecopontos e deverão recorrer aos aterros sanitários público ou privado, dependendo do material a ser descartado. Scolari informa ainda que o Samae já estuda medidas para essa questão.

“Nós estamos, no primeiro momento, adequando toda essa situação da coleta seletiva, do lixo doméstico e dos ecopontos. E, posterior a isso, nós vamos conversar com os empresários, principalmente os grandes geradores, que eles vão ter que fazer essa destinação”,

informa, ao salientar que essa destinação acima de 200 litros de resíduos sólidos é de competência do empresário e não do município, como previsto em Lei.

“Essa coleta dos grandes geradores, na verdade, não é obrigação do município. Ela é uma obrigação de quem produz o resíduo. A gente vai estar fornecendo condições, apresentando várias empresas que prestam esse tipo de serviço para serem contratadas”,

anuncia Scolari.