No último final de semana os tangaraenses foram às urnas e escolheram seus representantes. Dentre 10 candidatos ao cargo de Deputado Estadual do município, apenas um foi eleito (reeleito), sendo o médico Nefrologista João José de Matos, o Dr. João, com 24.957.

Tal feito deixa claro o quanto a falta de diálogo e união política prejudica o município que poderia, sem sombra de dúvidas, ter elegido mais um dos candidatos, conforme apontam os números, que evidenciam que os votos dos candidatos não eleitos daqui ajudaram a eleger políticos distantes de Tangará da Serra.

Conforme apuramos, os votos do candidato Davi Oliveira (3.486), do PSB, elegeram o candidato Dr. Eugênio, de Água Boa. Os votos de Rogério Silva (2.098), do União Brasil, ajudaram o agora Deputado Júlio Campos.

Já os votos do candidato Professor Sebastian Ramos (1.452), do Cidadania, deram um bom apoio para eleger Carlos Avalone Jr, e os votos da candidata Elaine Antunes (1.291), do Podemos, que não ajudaram a eleger nenhum deputado pois o partido não alcançou o quociente necessário para assegurar a vaga.

Temos ainda os votos do candidato José Amadeu (111), do Democracia Cristã, e de Edilson Sampaio (2.551), do Republicanos. Juntos, temos o total de 10.985 votos.

Cabe então ressaltar que se esse total fosse dirigido ao candidato a Deputado Estadual Reck Júnior, por exemplo, que teve 8.388 votos aqui em Tangará da Serra e 12.972 no Estado, teríamos o total de 23.957 votos e teríamos, portanto, mais um Deputado Estadual. Vale salientar que a última vaga ficou com o Deputado Estadual Wilson Santos que teve 23.446. Sendo assim, se fizermos o comparativo de votos de Wilson, Reck seria eleito com uma folga de 511 votos.

Tal situação deixa transparente que mais uma vez Tangará da Serra restou prejudicada pela pulverização de votos que apenas atrapalharam o município de ter uma segunda cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, que poderia ter sido ocupada por qualquer outro candidato acima mencionado, caso os votos tivessem sido concentrados.