O número de casos de dengue no Brasil cresceu 43,9% nos primeiros meses do ano, segundo dados do Ministério da Saúde. Entre 2 de janeiro e 12 de março de 2022, foram 161.605 notificações de prováveis infectados, com uma incidência de 75,8 por 100 mil habitantes.

Segundo o boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, a região Centro-Oeste apresentou a maior taxa de incidência, com 204,2 casos por 100 mil habitantes, seguida da Norte (97,4 casos/100 mil habitantes), Sul (49 casos/100 mil habitantes), Sudeste (47,9 casos/100 mil habitantes) e Nordeste (31 casos/100 mil habitantes).

Dentro deste panorama negativo de notificações da doença, Tangará da Serra segue com números alarmantes.

De acordo com o enfermeiro Fabrício Queiroz, responsável técnico pela Vigilância Epidemiológica de Tangará da Serra, são mais de 330 casos notificados somente no primeiro trimestre deste ano, um aumento superior de 600% do número de casos, em comparação aos três primeiros meses de 2021. Foram, ao todo, 29 casos registrados no ano passado, sendo nove em janeiro, 17 em fevereiro e somente três em março.

Já neste ano, em janeiro, foram 69 notificações, fevereiro 98 e em março, até as notificações processadas nesta segunda-feira, dia 4 de abril, já ultrapassaram 163 casos.

“Neste ano de 2022 a gente observou um aumento de mais de 600% do número de casos”, lamenta o responsável,

ao pedir a atenção de todos para eliminação dos focos do mosquito Aedes aegypti, principal transmissor da Dengue, Zika e Chikungunya.

“A gente atribuí o aumento também a estiagem do ano passado, que as pessoas tiveram que buscar recipientes para armazenamento de água e ao aumento das chuvas no ano de 2022, em que aumenta o número de focos e de recipientes que são adequados para a reprodução do mosquito Aedes aegypti, que é o vetor da doença”.

O Município, através da Vigilância Ambiental, realiza rotineiramente diversas ações para combate ao mosquito da dengue. De maneira geral a atuação é preventiva, com orientações aos moradores em visitas domiciliares. Por outro lado também realiza ações de bloqueio e eliminação de focos quando há casos – suspeitos ou confirmados – da doença entre a população.

Já a população precisa relembrar o cuidado básico de esvaziar pontos de água parada, como vasos de plantas, caixas d’água e piscinas.