Nataly Helen Martins Pereira, presa por assassinar a adolescente, Emilly Beatriz Sena, de 16 anos, aos nove meses de gestação para roubar o bebê, em março, será julgada pelo Tribunal do Júri. A decisão do juiz da 14ª Vara Criminal de Cuiabá, Francisco Ney Gaíva é do dia 18 de julho, mas ainda não foi definida a data do julgamento.
A Justiça de Mato Grosso acolheu a denúncia da 27ª Promotoria de Justiça Criminal da capital que denunciou Nataly Helen por oito crimes: feminicídio, tentativa de aborto, subtração de recém-nascido, parto suposto, ocultação de cadáver, fraude processual, falsificação de documento particular, e uso de documento falso.
De acordo com a Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Nataly asfixiou Emilly e praticou o crime por motivo torpe e cruel, com recurso que impossibilitou a defesa da vítima e com o intuito de roubar o recém-nascido da adolescente. As investigações apontaram que, a suspeita simulou uma gravidez por meses, apresentando exames falsos e fotos adulteradas para enganar os familiares. A vítima foi atraída com a promessa de receber doações de roupas e levada para uma casa no bairro Jardim Florianópolis, em Cuiabá, onde foi morta. Durante o interrogatório, afirmou ter agido sozinha, com objetivo de ficar com o bebê da vítima.




