Graças ao serviço de Inteligência da Polícia Militar, a Força Tática de Tangará da Serra apreendeu na tarde de terça-feira, 31 de janeiro, o menor de 17 anos, envolvido no caso de uma menina de 15 anos que teve um pedaço da língua arrancado por membros do Comando Vermelho, em Tangará da Serra. Com essa apreensão e através de informações repassadas pelo adolescente, a Polícia Civil conseguiu localizar um corpo na noite do mesmo dia nas imediações do Jardim dos Ipês.

Em entrevista ao Diário da Serra, o delegado Jailson Peres da Silva disse que a vítima é um rapaz de aproximadamente 22 anos.

“Já tínhamos informações de que ali naquela região havia um corpo enterrado, mas não a localização. E o menor acabou nos ajudando a localizar esse corpo”,

revela o delegado, destacando que a morte ocorreu após um ‘Tribunal do Crime” se reunir para deliberar com a vítima que, supostamente, havia traído a facção.

“O menor participou do crime e disse que por conta de uma desavença interna acabaram executando ele com vários golpes de arma branca”,

destaca.

De acordo com o delegado, no corpo encontrado há várias perfurações de faca na região do abdômen e um corte profundo no pescoço, indicando esgorjamento da vítima, que aparenta ter sido morta recentemente pelas características do corpo.

Outro ponto ressaltado pela autoridade policial é de que pode ter havido a tentativa de esquartejar a vítima.

“Ele tem sinais de cortes na região das pernas, sinal de que tentaram esquartejar para poder ocultar o cadáver”.

Conforme o delegado, as suspeitas são de que seja um homem que já possui várias passagens pela polícia, mas que até o momento não possui boletim de ocorrência que indique seu desaparecimento, uma vez que sua família não reside no município.

A autoridade policial destacou ainda que, segundo informações do menor, cinco pessoas participaram da execução e que a polícia segue nas investigações para prender os envolvidos no ‘Tribunal do Crime’. Salientou ainda, que o adolescente disse também, haver em Tangará da Serra um cemitério clandestino da facção.

“Ele contou pra gente que há um cemitério com outros corpos, mas estamos fazendo o levantamento, e por enquanto, é apenas um boato de que exista. Estamos levando essas informações para poder investigar e buscar essa materialidade”,

comenta.

O menor apreendido foi transferido nesta quarta-feira, 1º de fevereiro, ao Centro de Atendimento Socioeducativo de Rondonópolis.