O Diário da Serra completa 30 anos de fundação neste ano. Para marcar essa trajetória, o jornal apresenta uma série especial contando a história de empresas que também cresceram e se desenvolveram junto com o periódico e com Tangará da Serra.
Entre essas empresas está o Vieira Gás, que iniciou suas atividades há três décadas e, desde então, mantém sua história ligada à Rua Celso Rosa Lima (26), na entrada do Tarumã.
À frente da empresa estão os proprietários Aparecido Vieira dos Santos e Elisene de Fátima, que construíram a trajetória do negócio com muito trabalho e dedicação.
A história começou de forma simples, como conta Vieira.
“Começamos aqui praticamente só com a cara e a coragem. Muita determinação e trabalho, eu e a dona Elisene, trabalhando juntos”,
conta.
“Começamos pequenininhos, com 12 botijões de gás só, porque não tínhamos condições de colocar mais, era só aquilo mesmo. Vendia e repunha. E fomos ajeitando, pagando aluguel do ponto, e assim começou essa trajetória, difícil no começo, mas Deus foi abençoando, e nós fomos trabalhando, e chegamos ao ponto que estamos hoje”.
Antes de assumir o comércio de gás, Elisene trabalhava como costureira, enquanto Aparecido era pedreiro. A oportunidade surgiu de maneira inesperada, a partir da proximidade da residência com outro ponto de venda de gás.
“O moço tocava o gás aqui do ladinho, a gente morava numa casinha do lado, e ele fechava para o almoço. Aí o pessoal vinha buscar o gás, batiam palma na minha casa, por ser do lado, achando que eu vendia o gás”,
relembra.
“E eu comentei com o cara, falei: ‘poxa vida, vocês fecham para o almoço bem justo na hora do gás acabar. O pessoal fica aqui, inclusive está até me incomodando’, eu falei para ele. No dia seguinte ele foi em casa e me entregou a chave e falou que enquanto ele estivesse no horário do almoço, se alguém chamasse, eu poderia vender o gás. (...) Um certo dia ele foi embora 11 horas do sábado, e não voltou mais. E eu vendi todos os botijões que tinha ali, acho que tinha uns 20, avisei ele”,
conta, ao explicar que ele voltou apenas para entregar o prédio e encerrar a empresa.
Foi então que Aparecido decidiu assumir definitivamente o ponto e apostar no segmento.
No começo, as entregas eram realizadas de bicicleta e, posteriormente, com uma pequena carretinha.
“E o povo foi acreditando, fomos crescendo no segmento de gás, chegamos até aqui e pretendemos continuar nesse ramo, que é um ramo que deu o que nós temos hoje”.
Vieira Gás completa três décadas com fé, dedicação e compromisso com a comunidade
A história da empresa Vieira Gás se confunde com a própria trajetória de crescimento de Tangará da Serra. O empreendimento atravessou três décadas acompanhando as transformações da cidade e mantendo suas atividades na Rua Celso Rosa Lima (26), na entrada do Tarumã.
O negócio, que começou com apenas 12 botijões e o trabalho direto dos proprietários Aparecido Vieira dos Santos e Elisene de Fátima, tornou-se uma empresa consolidada no segmento de gás.
Para Elisene, a escolha pelo ramo foi acertada e continua sendo uma atividade essencial para as famílias.
“O gás é o ramo do comércio que eu falo para eles sempre, que se fosse para começar tudo de novo, eu começaria, porque o gás é um produto, a gente fala que o gás é alimento. Eles orientam a gente que o gás faz parte do alimento, ele é o alimento, porque sem o gás você não faz o alimento, não cozinha o alimento. Então é uma coisa que todo mundo vai ter nos seus lares”,
comenta.
“E a gente trabalha com fé, dedicação”.
Além da atuação comercial, os proprietários destacam a participação da empresa na comunidade e deles no envolvimento em diferentes ações sociais.
“Todo lugar que a gente é chamado, a gente faz o maior possível pra estar junto, porque é tão bom você poder atender, estar ajudando as pessoas e isso faz parte, isso se chama coração, ninguém tira da gente”,
garante Vieira, que é morador de Tangará da Serra desde 1969 e conhece bem suas necessidades.
A ligação com Tangará da Serra também é destacada por Elisene. Ela chegou ao município ainda criança, em 1970, e acompanhou as mudanças da cidade e da própria família.
“A gente cresceu, evoluiu, casei, tive um filho, começamos nesse ramo do comércio de gás, então eu tenho que agradecer a população de Tangará da Serra que está com a gente, que esteve com a gente e que continua com a gente. Gratidão à nossa cidade de Tangará da Serra, com muito orgulho”.




