Após reunião ocorrida no dia 13 de fevereiro, os servidores municipais de Tangará da Serra decidiram entrar em estado de greve. De acordo com o sindicato, a decisão ocorre após mais de uma década sem aumento real nos salários, o que acarreta perdas salariais superiores a 22% ao longo dos últimos anos.

Além disso, os servidores não consideram satisfatória a aplicação de 4,26% de Revisão Geral Anual (RGA), prevista pela Prefeitura Municipal. O reajuste, foi considerado insuficiente pelos servidores diante da defasagem apontada.

Outro ponto destacado pelo presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Tangará da Serra (SSERP), Willians Reis foi a falta de diálogo com o Executivo.

Presente ao Programa Primeira Hora da Rádio Serra FM, o prefeito Vander Masson falou do assunto e disse que por três vezes recebeu os representantes.

O prefeito disse ainda, que o município jamais se furtou de conversar com os servidores e explicar a real situação que tem como principal fator, a Lei de Responsabilidade Fiscal, que impede que o município exceda o limite prudencial, de 48,60.

Vander destacou ainda que em diversas áreas, servidores foram contemplados com ações.

“Eu dei todos os aumentos, inclusive o RGA, que era da época do ex-prefeito, da época da pandemia, que o ex-prefeito até tinha dinheiro em caixa, mas não podia conceder o aumento. Se eu não me engano, foi em 2021 o RGA de 2021 e o RGA anterior”,

informa.

“E todos os anos nós concedemos os RGA para os servidores”,

ressalta, ao pontuar outras ações aos servidores como: pagamento do piso salarial dos professores (dois pisos), cujo aumento foi de, em um primeiro momento 33%, e mais de 22% depois. Destaca ainda que, o não pagamento do piso dos técnicos de enfermagem, em decorrência justamente, do pagamento dos professores, o que excedeu o limite prudencial.

Pontuou a mudança de ACSs que eram celetistas para efetivos, bem como outras ações.

“E nós fizemos uma lei para conceder 83% dos salários variáveis. Todas as demais rendas que eles tinham, quando ficassem doentes, não recebiam. Nós concedemos. Então nós fizemos algumas ações importantes para os servidores”.

Ao final, o prefeito disse que

“enquanto gestor é impossível sentar com o sindicato. Eu já dei três oportunidades e as três eles não respeitam, eles exageram. Não respeitam o acordado, e não têm compreensão”,

afirma.

“Então, a população precisa de saber que se por acaso tiver greve, é uma irresponsabilidade do sindicato”,

comenta.

“Eu tenho certeza de que não é a vontade dos nossos servidores, a maioria não quer greve, porque sabe o respeito que eu tenho pelos servidores, o carinho que eu tenho por eles”,

pontua o gestor, ao salientar que os representantes do sindicato conhecem as leis e são sabedores do limite ao qual o município está vinculado.

“É lamentável que um sindicato desse, estimulado por questões políticas, está para poder fazer uma greve. É uma irresponsabilidade, não é com a minha gestão, mas com a população”.