Em época de calor mais intenso não é incomum que as pessoas utilizem mais água que em outras, e em Tangará da Serra essa atitude tem sido fator de desgaste, a falta.
Desde o início do calor mais elevado, alguns bairros do município tem sofrido com a falta ou diminuição no abastecimento, gerando insatisfação em alguns munícipes que cobram uma posição mais definida da administração municipal.
Na semana passada, após a veiculação por parte do vereador Nilton Dalla Pria, o Niltinho do Lanche, de um vídeo, no qual afirmava que as represas da Estação de Tratamento de Água (ETA) Queima-Pé já começaram baixar, causou ainda mais descontentamento na população. Para esclarecer os fatos, o prefeito Vander Masson convidou a equipe do DS para ir até o local ver de perto a situação.
Na oportunidade, o prefeito explicou novamente que a situação não é pela falta da água, uma vez que as represas continuam cheias, inclusive a de terceiros, Giocondo Vaccari e Pezzini, mas pela impossibilidade de tratamento.
Vander explicou que algas se proliferaram na ETA e entupiram os dutos que tratam a água, o que teve como reflexo a diminuição no tratamento.
“Essas algas formam colônias e acontecem, geralmente, nessa época do ano. Já tivemos esse efeito contrário em 2020, e agora retornou. Ela fica em cima do filtro e como ela é invisível, ela colmata o filtro, impedindo que a água passe, e por isso, estamos com um déficit de 15% no tratamento de água”,
explica o químico do Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae), Rafael Grigulo.
Mas, como medida para sanar o problema, na sexta-feira, 16 de outubro, a autarquia iniciou o tratamento da água com Peroxido de Hidrogênio, que é um composto químico com a fórmula H2O2, caracterizado como um forte agente oxidante e antisséptico, e segundo o responsável, já houve resposta.
“Está sendo incorporada a água para ver se resolve a questão das algas que tem reduzido a capacidade de tratamento de água aqui na nossa estação de tratamento”,
informa.
“A gente crê que nos próximos dias teremos um resultado na capacidade tratada”,
informa o prefeito, ao frisar que antes do problema o tratamento era de 350 litros e agora, são de 300 por segundo.
“A gente sabe que faltou água em alguns pontos da cidade, mas estamos trabalhando para resolver os problemas que vão surgindo, como no caso, dessas algas”.
Masson também fez questão de mostrar a nova ETA que já está posicionada e aguardando o encanamento para que possa começar a ajudar no tratamento.
“Estamos trabalhando e resolvendo os problemas”.








