Embora esse seja o mês de combate à violência doméstica em que as ações contra essa prática se intensificam, mais um feminicídio foi registrado em Tangará da Serra. Desta feita, no Distrito de São Joaquim do Boche, aonde uma mulher que havia se separado do marido, acabou morta por ele.

Segundo informações repassadas pelo delegado Jean Paulo Ferreira Nascimento, Leila Maria da Silva, 40 anos, possuía do ano de 2018 uma medida protetiva contra o suspeito, mas depois disso, nada mais constava sobre o fato.

Mas, na madrugada de segunda-feira, 28, os policiais foram solicitados para atenderem a ocorrência, em que nada mais puderam fazer, senão os trâmites póstumos, como relata a autoridade policial.

“Ele deixou sua motocicleta que fazia muito barulho e já era conhecida pela vítima e vizinhos nos fundos da casa da ex-esposa e foi a pé até lá, aonde desferiu golpes de faca na vítima”,

revela o delegado, ao informar que no local, a perícia já havia identificado seis ou sete golpes de arma branca. A vítima teria tentado fugir, mas acabou por cair na área da sua casa, local em que veio a óbito.

Após golpear a ex-esposa, o acusado desferiu contra si mesmo, também golpes de faca. Cerca de três. Foi socorrido, mas também veio a óbito em razão das lesões. No local havia um menor de idade, filho do casal, que presenciou tudo e pediu socorro aos vizinhos.

Na oportunidade, o delegado aproveitou para incentivar mulheres vítimas de violência a denunciarem o agressor.

“Eu costumo dizer que a violência doméstica nunca regride, ela começa com agressões verbais e acaba culminando com um feminicídio”,

alerta.

“É um crime extremamente difícil de ser evitado se a polícia não tem conhecimento, porque se passa dentro do lar. A gente pode ter dez, quinze policiais na rua, mas se não soubermos que ali tem uma situação de violência doméstica, infelizmente não conseguimos evitar. Por isso, a prevenção maior é a denúncia da vítima a nós”,

destaca Nascimento.