O pedreiro Adalberto Ribeiro dos Santos foi condenado, a 40 anos, dois meses e 12 dias de reclusão, além do pagamento de 10 dias-multa, pelos crimes de feminicídio e ocultação de cadáver. O julgamento ocorreu pelo Tribunal do Júri de Tangará da Serra e tratou da morte da companheira dele, Kelma Dias da Silva registrada em novembro de 2024. Na sentença, foi determinado o cumprimento imediato da pena em regime inicial fechado.
Conforme a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso, o crime ocorreu em contexto de violência doméstica e familiar, por razões da condição de mulher da vítima, sendo praticado por motivo torpe, com uso de recurso que dificultou qualquer possibilidade de defesa.
A denúncia aponta ainda que o casal convivia maritalmente. Dias depois do crime, o filho da vítima procurou a delegacia de Tangará da Serra para registrar o desaparecimento da mãe. Inicialmente, havia a suspeita de que a vítima, usuária de drogas, pudesse ter saído de casa por conta própria e sem motivos aparentes, linha que passou a ser revista com o avanço das investigações.
O corpo da vítima foi localizado às margens ao Córrego da Preguiça, no distrito de Deciolândia, enrolado em um cobertor xadrez, já em avançado estado de decomposição e com sinais de extrema violência. De acordo com o laudo pericial, a causa da morte foi asfixia por sufocamento.



