Em Tangará da Serra, a recusa em receber os recenseadores para responder ao questionário do Censo/2022 está preocupando as autoridades locais. Com a recusa, o morador deixa de ser contabilizado na população, o que reflete diretamente nos índices de arrecadação do município.
Os condomínios e, principalmente, as quitinetes, são alguns dos principais obstáculos dos recenseadores.
“Os donos das quitinetes não permitem a entrada dos recenseadores para entrevistar os inquilinos… Que é isso, numa cidade universitária? Como querem que os serviços públicos melhores? Assim, a tendência é piorar!”,
declarou, com indignação, o secretário de Indústria e Comércio do município, Silvio Sommavilla. No caso dos condomínios, especialmente os de mais alto padrão, os recenseadores são barrados na portaria.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Mato Grosso é o segundo estado com maior índice de recusa ao Censo/2022. O índice mais alto foi registrado no estado de São Paulo, com 5,42% moradores se recusando a responder, enquanto em Mato Grosso esse índice é de 3,52%.
Sílvio Sommavilla, porém, estima que esse número seja maior em Tangará da Serra, e considera a recusa por domicílios.
“Mato Grosso está passando vergonha em relação aos 27 entes federados… Somos o segundo do Brasil que mais rejeitou equipes do IBGE… Nós temos 6% das residências (que recusaram) do Mato Grosso, trazendo isso para Tangará da Serra dá mais ou menos duas mil residências que disseram ‘não’, bateram porta na cara dos recenseadores”,
completou.
A recusa dos brasileiros em receber os recenseadores atrasou a conclusão do levantamento, mas o IBGE afirmou que pretende encerrar a coleta de dados no fim de janeiro.




