O Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) negou o pedido da Prefeitura de Cuiabá para suspender a licitação do Ônibus de Trânsito Rápido (BRT). A decisão do pleno da Corte de Contas foi nesta terça-feira, 17.

O TCE entendeu que a implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) no lugar do BRT, conforme o pedido da prefeitura, é impagável, já precisaria transportar, em média, 16 milhões de passageiros.

“Não tem gente para isso na população de Cuiabá", disse o conselheiro relator do caso, Valter Albano.

O governo de Mato Grosso disse que não tem como continuar a obra do VLT e que aguarda uma nova decisão judicial para dar continuidade às obras do BRT, modal defendido pela atual gestão.

Na semana passada, o Tribunal de Contas da União (TCU), havia decido suspender as obras do VLT, afirmando que abandonar a obra inacabada, que já custou mais de R$ 1 bilhão, e substituir pelo BRT, seria uma decisão que não foi baseada em uma avaliação sistêmica e integrada e com estudo robusto.

Segundo a assessoria do governo do estado, as decisões, apesar de parecerem conflitantes, tratam de assuntos diferentes.

Segundo o estado, não há condições de continuar com a construção do VLT como modal de Cuiabá e Várzea Grande.