“Extremamente indignados pelo não cumprimento da legislação e algumas ações que estão ocorrendo, definiu-se manter a greve até que o diálogo ocorra”, informou a presidente da Subsede do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT) de Tangará da Serra, professora Francisca Alda de Lima,

logo após a Assembleia Geral da categoria.

Cerca de 200 profissionais da educação de Tangará da Serra se reuniram na noite da última terça-feira, 7, oportunidade em que decidiram manter o movimento grevista, inicialmente, até a tarde desta quinta-feira, 9.

“Em assembleia na Escola Sílvio Paternez ficou decidido a permanência da greve. (…) Os educadores analisaram os dados, percebesse que tem recurso para o cumprimento da Lei do Piso e isso não vem ocorrendo. O que vem ocorrendo é um tratamento indiferente. A categoria vem sendo tratada com indiferença, desvalorizada e desrespeitada em documento público”, dispara.

Nesta semana o Executivo Municipal anunciou que vai conceder o reajuste retroativo ao mês de maio aos professores da Rede Municipal de Educação (salário inicial de R$ 3.845,00), pago na folha do mês de junho, em cumprimento do Piso Salarial Profissional Nacional (Lei 11.738). O reajuste, segundo o prefeito Vander Masson, será viabilizado após Estudo de Impacto na Folha Salarial apresentado pela Secretaria de Fazenda, que apontou a possibilidade de conceder o reajuste para os professores da Rede Municipal de Educação, sem comprometer o percentual estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

Contudo, a categoria afirma que o pagamento deve ser retroativo a janeiro.

“Definiu-se manter a greve até o diálogo ocorra”, reforça a presidente.

A expectativa é que a reunião seja realizada nesta quinta-feira, dia 9, na Prefeitura às 17h.

“Está faltando humildade de sentar e dialogar com uma comissão composta por segmentos competentes. Então a greve continua até que o prefeito receba essa comissão, que os secretários estejam presentes, e observem os pontos da pauta da categoria, reconheçam a legitimidade. Se alguém está em ilegitimidade é quem não cumpre a lei e os educadores pararam por extrema necessidade”.
  • NOTIFICAÇÃO:

Em relação a decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso que deferiu a tutela provisória de urgência vindicada pelo Município de Tangará da Serra na Ação Declaratória de Ilegalidade e Abusividade de Greve contra o Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público (Sintep-MT), ordenando que os profissionais parem a greve e retornem às atividades, sob pena de multa diária, a presidente da Subsede informou que até a manhã desta quarta-feira, 8, não havia sido notificada da decisão.

Na decisão, publicada na terça-feira, 7, o relator aplica multa de R$ 100 mil em caso de descumprimento da ordem judicial.