A Igreja Batista em Tangará da Serra teve início com as famílias Arlindo Lopes, Jonas Lopes, José Jorge, José Corsino, Milédio, José Diogo e a família Nilo Torres. Esta última, presbiteriana, mas que auxiliou a Missão Batista, procedentes do Estado do Paraná e Espírito Santo. A Família Arlindo Lopes e José Jorge chegaram à localidade de Nova Olímpia em abril de 1961, procedentes de Paranavaí.
Após alguns meses, chegou a família Jonas Lopes. Permaneceram em Nova Olímpia pelo espaço de quatro meses, depois migraram para a Vila de Tangará.
“Na realidade, os homens seguiram na frente: Arlindo e os filhos: Lorem, Jonatas e Moacir a pé, levando serra, outros equipamentos e víveres. Tudo nas costas. Ao entardecer a equipe resolveu pernoitar no meio do caminho, armaram as redes em pontos altos das árvores para se protegerem dos animais”,
relembra o pastor Jurandir Marques, através de informações fornecidas pelo Engenheiro Agrônomo Hélio Lopes da Silva.
“Não havia estrada e nem transporte. Aliás, havia um veículo conhecido como “Jipão”, único tracionado, capaz de subir a serra Tapirapuã, auxiliado por cabo de aço preso nas árvores, e era de propriedade da firma Colonizadora das terras”.
Uma vez instalado às margens do córrego Estaca, receberam mais uma família: José Corsino, esposa Etelvina, filhos (Silas, Talita e outros). Pouco antes, chegou a família Nilo Torres, que embora presbiteriana frequentava a Missão Batista, que foi liderada pelo senhor Arlindo e Jonas Lopes. Pouco tempo depois, a Missão já era formada por cinquenta membros. Os primeiros cultos eram nas casas das famílias e aos domingos a Escola Bíblica Dominical era realizada em um barraco no patrimônio.
Em 1963 a missão foi organizada em Igreja Batista, pela Primeira Igreja Batista de Cuiabá, sendo empossado o pastor Tércio Nicolau Gomes e sua esposa, dona Maria José Gomes. Com a saída deles, depois de um ano de residência em Tangará da Serra, a liderança ficou novamente sob os cuidados dos irmãos Arlindo Lopes da Silva e Jonas Lopes da Silva.
O trabalho foi ampliado para as regiões de Progresso, Gleba Palmital e Água Branca. A Missão de Água Branca chegou a ser uma das maiores da região, talvez do Estado, liderada pela família Dantas, porém, com a venda da propriedade, que era uma fazenda de café, a família Dantas se mudou para Rondônia.
O segundo pastor da Igreja foi Albino Ferraz e Maria do Carmo Ferraz. Albino participou da história da educação do município, pois foi professor e o primeiro diretor da Escola Estadual 29 de Novembro, na época Ginásio Estadual de Tangará da Serra. Outros pastores passaram por aqui: Adoniran Barbosa e sua esposa Açucena; João Bispo de Lima e Elmira; João Evangelista Ferreira e Cleide Vassouras; Aldo Muller e Terezinha; Efraim Santiago e Ordila; Gilvan de Paiva Oliveira e Eliane; Antônio Villas Boas e Leia; Idair Gonçalves e Alzemira; Edimael Vasconcelos e Glória. Como interinos: Ary Anibal e Milssemil; Jurandir Marques e Loide Coelho; Jael e Gil (cooperadores); Michael Gomes e Romára; Paulo Dantas e Aparecida.
A Igreja também despertou vocações e igrejas foram organizadas.
“A Igreja no momento que completa 60 anos, tributa sua gratidão ao Eterno e também, às famílias pioneiras que deixaram a segurança e o conforto dos grandes Estados, se aventuraram nestas plagas trazendo riquezas, forças, trabalhos e a semente do Evangelho que enriquece o espírito. Ao Eterno toda glória, louvor e honra!”,
desejam Jurandir e Loide.




