Por cerca de três dias servidores da Secretaria Municipal de Saúde através da Vigilância Ambiental percorreram o município realizando o Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa), que é uma ferramenta do Ministério da Saúde e que monitora a infestação do mosquito.

A pesquisa apontou o índice de 4.8, revelando leve queda em relação ao LIRAa anterior que foi de 5.0.

O LIRAa é uma ação fundamental no combate à dengue, Zika e Chikungunya e é feito por amostragem.

“Dentro dos bairros e quarteirões são sorteados os imóveis a serem verificados, uma vez que não fazemos 100% deles”,

informa o supervisor de campo Elias Duarte, ao pontuar que nesse sistema cerca de 20% de cada quarteirão é vistoriado.

De acordo com Elias, as larvas foram encontradas, em sua grande maioria, nos lixos.

“Na classificação chamamos de D2, que é o lixo, e por isso continuamos orientando a população no cuidado no dia a dia com as moradias, pois achamos muitas larvas do mosquito em lixos que podem ser removidos e colocados para os coletores recolherem”,

alerta.

“Chamamos atenção porque continuamos encontrando muitos criadouros em lonas, baldes e garrafas e isso é prejudicial uma vez que os casos estão se elevando em Tangará da Serra”,

destaca o agente responsável, ao salientar que o novo boletim de doenças emergentes divulgado na segunda-feira, 17, reforça essa verificação. O boletim do dia 7 de março destaca que os casos de dengue eram 307 registros, 138 de Chikungunya e nenhum de Zika. Já no boletim atual os números apontam 354 casos registrados de dengue, 169 de Chikungunya e Zika aponta um.

Cabe salientar que através do LIRAa é possível a análise de dados sobre a infestação do mosquito, delimitação de áreas de risco entomológico e contribuição às atividades de comunicação e mobilização.