Moradores do bairro Jardim Acapulco, em Tangará da Serra, têm enfrentado uma série de transtornos em razão das obras de construção de galerias pluviais e rede de esgoto, que estão em andamento na região. Segundo a Prefeitura, o objetivo é realizar todo o trabalho subterrâneo e preparar o bairro para receber a tão aguardada pavimentação asfáltica.

O secretário municipal de Infraestrutura, Magno César Ferreira, detalhou o andamento dos trabalhos. Ele explicou que a obra inclui galeria de águas pluviais, rede de esgoto e, posteriormente, asfalto com sarjeta e meio-fio.

“É uma obra que é financiada com recurso do BNDES, porém é uma obra que não é tão rápida. Tivemos diversas dificuldades para poder avançar naquela obra do Jardim Acapulco, o prefeito Vander [Masson] vinha numa luta, numa conversação com o Ministério Público para chegar em um acordo e hoje está se tornando realidade. Essa obra está acontecendo e vai melhorar muito a vida das pessoas que moram naquele bairro, que utilizam daquele bairro, trazer uma qualidade de vida”.

Ferreira ressaltou que os serviços estão em estágio avançado na parte de esgoto e galerias, mas admitiu que a pavimentação não deve ocorrer ainda este ano.

“Eu acredito que esse ano não será possível a gente fazer o asfalto. Uma obra que leva um tempo, a gente pede a compreensão da população, mas, se Deus quiser, o ano que vem entregaremos para a comunidade essa obra pronta, uma obra de qualidade na qual as pessoas vão ter orgulho realmente de estar morando naquele bairro, obra essa que será contemplada com toda a infraestrutura”.

De acordo com o secretário, o prazo para a construção da galeria de águas pluviais varia de quatro a seis meses, seguido pela implantação da rede de esgoto. Só então é possível iniciar o processo de asfaltamento.

“Porém nós já vamos entrar no período chuvoso, no qual não dá tempo de executar esse ano. Aí provavelmente a gente vai executar no início do ano que vem”,

acrescentou.
Apesar da expectativa de melhorias, moradores relatam dificuldades no cotidiano em razão da obra. Segundo Manoel José Santana, a situação se agrava em períodos de chuva.

“Quando chega na época da chuva, vira um lamaçal e as ruas ficam intransitáveis, causando perigo de atoleiro devido ao barro intenso, mas isso já faz parte do dia a dia, do cotidiano do bairro”.

Santana também criticou a falta de informações claras sobre prazos e andamento dos trabalhos.

“A prefeitura não informou nada sobre os prazos, e a obra parece estar parada em várias áreas”,

disse.

A obra foi iniciada em agosto e, de acordo com os moradores, os transtornos têm se prolongado mais do que o esperado.

“A princípio, disseram que a obra seria rápida, mas até agora não vemos progresso. Tem ruas que foram abertas, mas não foram mais tocadas”,

completou o morador. (Com informações/fotos: Robson Israel da Silva / Estágio de Jornalismo)