Comunidade Nossa Senhora Aparecida avança em projeto para garantir acesso à água encanada

A Comunidade Nossa Senhora Aparecida, em Tangará da Serra, deu mais um passo para a conquista de um direito básico: o acesso à água potável. Uma comitiva formada por representantes do Ministério da Agricultura, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT/Uniselva), Prefeitura Municipal, Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae) e lideranças locais esteve na terça-feira, 23, no assentamento para realizar uma visita técnica.

O objetivo foi avaliar de perto as condições estruturais para implantação da rede de distribuição de água, que deve atender os 74 lotes da comunidade. Atualmente, o local possui dois poços artesianos, perfurados com recursos do Governo Federal, mas a água não chega às propriedades.

A visita contou com a presença do assessor do Senado Federal, Maurício Fernandes Estrada, do professor Rogério Lúcio Lima, da equipe de Projetos da Agricultura Familiar da UFMT/Uniselva, da vereadora Sarah Botelho, da professora Maria Aparecida Purcineli, da professora Maria Helena Rodrigues Paes e do representante da Associação Cooperada Agropastoril Altos Tapirapuã, José dos Reis.

Durante a visita, a professora Maria Helena destacou que muitos lotes estão abandonados por falta do básico: água encanada.

“Sem água não há produção e as famílias vão embora. Terra sem água é terra improdutiva. Mas agora estamos mais perto de ver esse sonho se realizar”,

afirmou.

“Essa visita fortalece a análise técnica e científica do projeto e garante o compromisso de levar água para quem produz alimento. Sem água não há permanência na comunidade”,

complementou a vereadora Sarah Botelho.

  • Moradores:

O morador José Francisco contou como transformou um lote sem estrutura em propriedade produtiva.

“Com muito trabalho, conseguimos instalar energia solar, irrigação e poço artesiano. Plantamos hortaliças para a feira, mercados e merenda escolar. Mas a logística é difícil e sem rede de água a comunidade não avança por completo”.

Outro relato foi o da produtora Marinéia da Silva Souza, que planta uma diversidade de hortaliças e ressaltou o papel da agricultura familiar na alimentação da população.

“A rotina começa de madrugada, sem descanso. É um trabalho duro, mas gratificante. A água vai trazer dignidade e condições para mantermos a produção viva”.

Prefeitura e parceiros definem cronograma para levar água encanada à assentamento

Em continuidade as tratativas ao projeto para garantir acesso à água encanada na Comunidade Nossa Senhora Aparecida, lideranças locais se reuniram na tarde da última terça-feira, 23, na Prefeitura. Estiveram presentes o prefeito de Tangará da Serra Vander Masson, o vice-prefeito Eduardo Sanches, o diretor do Serviço de Abastecimento Municipal de Água e Esgoto (Samae) Marcos Scolari, representantes da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT/Uniselva), engenheiros da prefeitura, além de membros da comunidade e lideranças políticas.

O encontro serviu para discutir os detalhes técnicos e definir o cronograma de execução da obra. O projeto prevê a instalação de 7.900 metros de rede de distribuição de água, que beneficiará diretamente os 74 lotes do assentamento.

O diretor da autarquia, Marcos Scolari, destacou o empenho coletivo.

“Há uma força-tarefa unindo prefeitura, Samae, UFMT e Ministério da Agricultura. Todos de coração aberto para resolver definitivamente esse problema histórico”.

O vice-prefeito Eduardo Sanches, que é engenheiro civil, explicou que os materiais já estão assegurados e que a parceria com a UFMT viabilizará a compra dos insumos necessários.

“É um esforço conjunto que vai finalmente atender os produtores de hortifrutigranjeiros que abastecem a cidade”.

Já o prefeito Vander Masson ressaltou a importância social e econômica da iniciativa.

“O objetivo é simples e urgente: garantir água na torneira dos agricultores. Eles precisam disso para sobreviver, produzir e abastecer Tangará da Serra. Estamos fechando uma parceria sólida para que a comunidade tenha essa conquista definitiva”.