A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Crimes Informáticos (DRCI), concluiu o inquérito da Operação Fake News, deflagrada em dezembro de 2021 para apurar a conduta de uma possível associação criminosa voltada para a criação e divulgação de notícias falsas com motivação política.

No relatório final das investigações, quatro pessoas foram indiciadas pelos crimes de injúria, calúnia, difamação, perseguição (todos na forma majorada), falsa identidade e associação criminosa. São eles Popó Pinheiro - irmão do prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro (MDB) -, o ex-servidor da Saúde William Sidney Araújo de Moraes, o ex-assessor Luiz Augusto Vieira Silva, o Guto, e o jornalista Alexandre Aprá.

Nos fatos apurados no inquérito policial instaurado na DRCI foi identificada uma associação criminosa responsável pela fabricação e disseminação de fake news e arquivos digitais (fotos, vídeos, memes, textos apócrifos e outros) de conteúdo ofensivo contra agentes políticos, empresários e servidores públicos do Estado. Entre os alvos estão o governador Mauro Mendes (União Brasil) e a primeira-dama Virginia Mendes, além de secretários de Estado e apoiadores.

Segundo a Polícia Civil, foi realizado um intenso trabalho investigativo tecnológico que permitiu identificar que os quatro indiciados integravam a suposta a associação criminosa com motivação política.

Um dos indiciados no inquérito, Willian Sidney, cumpre pena em regime aberto em razão de condenação por roubo majorado, furto qualificado e por integrar quadrilha de roubo a banco.

Nas apurações foram colhidos inúmeros elementos informativos, em mais seis inquéritos policiais que estão em fase conclusiva, sendo possível estabelecer a conexão e coordenação entre os investigados.

Outro Lado:

O advogado Francisco Faiad, responsável pela defesa de Popó Pinheiro, afirmou que não concorda com indiciamento. Por isso, irá apresentar a defesa assim que o Ministério Público receber o inquérito para decidir se acata ou não os argumentos da Polícia Civil.

Já o jornalista Alexandre Aprá afirma que sofre represálias pelas denúncias que faz contra o governo. Diz ainda que a “verdade vai aparecer”. O espaço segue aberto para manifestação de Willian Sidney e Guto Vieira.