Investigadores da Divisão de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) de Tangará da Serra finalizaram nesta quarta-feira, 28, com a prisão de quatro suspeitos, o caso do jovem João Felipe Andrade, em que seu corpo foi encontrado em estado de decomposição em uma região de pasto no bairro Alto da Boa Vista, em abril deste ano.

A vítima, que foi assassinada no dia 20 de março, teve o corpo localizado pela Polícia Judiciária Civil no dia 8 de abril, com as mãos amarradas e sinais de perfurações de tiros na cabeça. Sua identificação foi realizada dias depois por papiloscopistas da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) de Tangará da Serra.

Desde então, os investigadores, sob coordenação do delegado Adil Pinheiro de Paula, realizaram um trabalho minucioso para chegar aos quatro envolvidos no homicídio, entre eles o irmão da vítima, que teria planejado todo o crime.

“(…) E hoje conseguimos concluir o caso com a prisão de quatro elementos que participaram diretamente da execução dessa vítima”,

relata, ao destacar que nesta quarta-feira, na segunda fase da operação, três suspeitos foram apreendidos, menores entre 16 e 17 anos. O primeiro suspeito, um maior de idade, foi preso há duas semanas.

À imprensa, o delegado contou que a vítima, João Felipe, foi criado por uma tia no Estado do Paraná e havia voltado para Tangará da Serra, onde mora a mãe biológica dele e os irmãos, há apenas dois meses antes do crime. Contudo, por ligações com facções criminosas, foi morto.

“Segundo apurado na investigação, a vítima tinha ligações, era simpatizante da facção criminosa que domina o Estado de São Paulo e também o Estado do Paraná. O irmão da vítima, residente em Tangará da Serra, é integrante da facção que domina o Estado do Mato Grosso. O próprio irmão arquitetou, planejou, fez a armadilha para que a vítima fosse capturada, levado a região de mata e executado com requintes de crueldade”,

relata.

“A vítima foi torturada e executada”.

Após a execução, a família não registrou o desaparecimento. Além disso, a mãe biológica tinha conhecimento da participação do outro filho da morte.

“Ela não procurou as autoridades acredito que com medo de represálias do próprio filho, tendo em vista que ela estava com um assassino dentro da sua própria casa. Essa mãe é mais uma vítima dessa facção, foi coagida e não pode nem sequer denunciar o desaparecimento do filho”,

completa.

Além do crime de homicídio qualificado, os envolvidos responderão pelo crime de roubo, tendo em vista de que além de matar a vítima, roubaram o tablet da mesma, que foi encontrado com o maior de idade preso há duas semanas.