Uma crise hídrica que se mostra inevitável em todo o estado no próximo período seco por conta da irregularidade no período chuvoso atual. Esta é a causa da preocupação dos vereadores Eduardo Sanches (Republicanos) e Romer Japonês (PV), quanto ao abastecimento de água na zona urbana de Tangará da Serra para a próxima estiagem.

Na sessão ordinária de terça, 20, na Câmara Municipal, os dois vereadores citaram a iminente crise hídrica e cobraram do Executivo informações a respeito das obras de captação e adução de água do rio Sepotuba para tratamento na ETA Queima Pé para abastecimento da cidade.

Eduardo Sanches relatou que teve acesso a informações do Comitê da Bacia Hidrográfica do rio Sepotuba sobre os baixos níveis observados em toda a bacia do rio Paraguai. Na ponte sobre o rio na periferia de Barra do Bugres, na MT-246, o nível observado é de apenas 99 centímetros contra 3,2 metros registrados em mesma época do ano passado.

“São dados alarmantes que nos mostram que teremos uma crise hídrica que será a pior dos últimos 124 anos na bacia do rio Paraguai, com dados que são diferentes dos da bacia do rio Sepotuba”,

disse.

Sanches considerou que o regime de chuvas tem sido muito abaixo do esperado nesse período chuvoso e que os efeitos podem ser percebidos nas nascentes da região.

“As precipitações que já ocorreram não fizeram com que fossem recuperadas as nascentes, ainda”,

considerou.

Em seguida, enalteceu a importância estratégica das obras de captação no rio Sepotuba para enfrentamento de uma eventual crise hídrica, observando que as obras da casa de bombas do sistema de adução precisam ser fiscalizadas.

“Tivemos um importante avanço, com a tubulação praticamente finalizada, mas devemos acompanhar o restante (casa de bombas) para que possamos ver a entrega dentro do prazo”,

concluiu.

  • Cronograma:

O vereador Romer Japonês, por sua vez, disse que encaminhará requerimento ao Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae), solicitando informações sobre o cronograma das obras.

“Precisamos saber se o cronograma está sendo cumprido… Estamos em fevereiro e o prazo de entrega das obras é em julho”,

disse.

Romer afirmou que recebeu informações de terceiros de que as obras da casa de bombas do sistema de captação no Sepotuba estariam atrasadas, o que motiva seu requerimento.

Consultado pela redação sobre o andamento das obras, o diretor do Samae, Marcos Scolari, informou que o cronograma está sendo cumprido.

“Estamos atentos, a obra está dentro do cronograma”,

garantiu.