A Polícia Civil de Tangará da Serra localizou nesta quarta-feira, 2 de fevereiro, o corpo de João Vitor de Jesus Soares, de 20 anos, que estava desaparecido desde o 25 de junho de 2021. A ossada do jovem foi encontrada em uma estrada de terra, no início da Serra Tapirapuã, no acesso ao município de Denise, próximo ao Assentamento São José.

João Vitor residia em uma chácara perto da Unic. Ele desapareceu após ter ido à rodoviária, onde buscou um amigo que chegou de viagem. Depois de deixar o rapaz em casa, ele deveria ter ido embora, mas não foi mais visto.

Nesta quarta-feira, após investigações sobre o caso, a Polícia Civil cumpriu mandados de prisão contra os acusados de matar o rapaz.

Todo o trabalho foi coordenado pela responsável da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Tangará da Serra, delegada Alessandrah Marquez Alecrim, em conjunto com o Núcleo de Inteligência de Tangará e Diretoria de Inteligência de Cuiabá.

“Conseguimos dar um desfecho a situação de desaparecimento do João Vitor, até mesmo porque já vinha sendo realizado um trabalho longo de investigação, em todos os setores da polícia. (…) Foi representada pela prisão de algumas pessoas, ao Judiciário, bem como por buscas domiciliares, e na data de hoje [quarta-feira] cumprimos parte dessas medidas judiciais e localizamos o corpo do João Vitor. Ficou comprovado que a nossa linha de investigação, desde o início, estava correta, e ele foi assassinado”,
afirma a delegada.

João Vitor, de acordo com a delegada, foi assassinado por membros de uma facção criminosa que atua na cidade. A morte teria ocorrido após a vítima se envolver com a namorada de um membro da facção.

“(…) a gente suspeita que seja aquele código de ética que existe entre os faccionados, porque a envolvida na situação é mulher de um faccionado do Comando Vermelho e a vítima se encontrava saindo com essa mulher. Então as investigações estão sendo direcionadas para essa linha, que o Comando tenha cobrado essa conta da vítima”,
contou a delegada,

afirmando que João Vitor foi atraído para a casa de um dos autores, local onde iniciaram as agressões, culminando na morte e ocultação do cadáver.

Dos suspeitos diretamente envolvidos no crime, um foi preso e há diligências para prender o segundo envolvido. Até o fechamento desta edição o segundo suspeito não havia sido preso.

Agora, a Polícia Civil segue trabalhando para o fechamento do inquérito, nos próximos 30 dias.