O Centro de Testagem e Aconselhamento e Serviço de Assistência Especializada (CTA/SAE) de Tangará da Serra desenvolve, ao longo deste mês, uma programação especial voltada à campanha Julho Amarelo, que tem como foco a conscientização e o combate às hepatites virais, infecções que atingem o fígado e representam um grave problema de saúde pública no Brasil.

Segundo a responsável pelo CTA/SAE, Cláudia Cunha, o objetivo principal das ações é ampliar o diagnóstico precoce, garantir o acompanhamento adequado e oportunizar o tratamento.

“Já trabalhamos com essa infecção há algum tempo, tanto a hepatite B e C. Então, o Julho Amarelo vem para conscientizar, informar a população e trabalhar com a ampliação dos diagnósticos para que a gente possa eliminar essas infecções”,

destaca.

Para isso, as ações iniciam nesta segunda-feira, dia 7 de julho, com Mutirão de Microeliminação das Hepatites Virais com os colaboradores da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Sinfra), com orientações (palestra) e testagem rápida.

Já nos dias 11 e 28 de julho serão realizados mutirões nas Unidades de Saúde da Família dos bairros Araputanga e Jardim Presidente (dia 11) e Morada do Sol e Jardim dos Ipês (dia 28), convidando a população dessas macrorregiões para, durante todo o dia, participarem das orientações e fazerem o teste rápido.

“Antes desses dias ‘D’ faremos um trabalho de sensibilização das equipes dessas unidades, para entenderem a importância dessa busca, até desses pacientes assintomáticos”.

Ela explica que as hepatites virais são silenciosas, muitas vezes sem apresentar sintomas evidentes, o que torna o diagnóstico precoce ainda mais importante.

“Temos as inflamações no fígado de forma geral durante várias fases da vida e por outras causas, mas depois que a pessoa adquire o vírus, que é ou B ou C, ele tem um tropismo, onde ele vai poder desenvolver as inflamações hepáticas. E aí a gente tem evoluções de cirrose, de câncer de fígado e ele é silencioso. Então, é um vírus que pode demorar até 40 anos para manifestar”.

Sobre os tratamentos, Cláudia reforça a importância do acompanhamento individualizado.

“Nosso objetivo é que ele venha antes e a gente acompanhe, porque existem pessoas que são portadoras do vírus e não precisam tomar nenhuma medicação da hepatite B. Já a hepatite C, todos os pacientes que trataram com a gente evoluíram para uma cura, para um tratamento seguro. Infelizmente, alguns já tinham um comprometimento hepático e esse comprometimento, às vezes, não conseguimos reverter. Mas o tratamento da hepatite C hoje leva à cura. Então, o objetivo é diagnosticar e tratar”.

De acordo com o Ministério da Saúde, através de dados notificados pelo Sistema de Informação de Agravos de Notificação, 785.571 casos foram confirmados de hepatites virais no Brasil, no período de 2000 a 2023.

  • Destes:

    • 171.255 (21,8%) são de hepatite A;
    • 289.029 (36,8%) de hepatite B;
    • 318.916 (40,6%), tipo C;
    • 4.525 (0,6%) de hepatite D
    • E 1.846 (0,2%) ao tipo E.