Todo mês de Maio, é o mês de Rondon, e que esse ilustre Mato-grossense seja um exemplo para todos os nascidos no estado de Mato Grosso, e sempre estaremos aqui comemorando o nascimento de Rondon e relembrando sempre a sua história e enaltecendo suas virtudes, e aos outros que não são daqui, que ao adotar Mato Grosso como a sua nova terra e antes de se lançar candidato a cargos políticos, procure conhecer a história da vida do nosso grande líder: Cândido Mariano da Silva Rondon, pois esse homem fez da sua vida, uma história de realização, honradez e honestidade.

Nasceu em 5 de maio de 1865, perto de Cuiabá, no lugarejo chamado de Mimoso, filho de uma índia bororó. Portanto, de origem indígena por parte dos seus bisavós maternos e da bisavó paterna; ficou órfão aos 2 anos, foi criado pelo seu pai que fez um acordo com seu irmão que vivia em Cuiabá, para que fizesse uma promessa, ou seja, quando o menino Rondon estivesse, na idade para estudar, que fosse levado de Mimoso para Cuiabá, e esse tio paterno, cumpriu a promessa, e o trouxe para Cuiabá, que tinha mais recursos para formação do menino Rondon.

Rondon morando em Cuiabá, teve toda sua formação de base educacional, onde em 1881, aos 16 anos formou-se em graduação de curso médio para lecionar como professor primário, e em seguida transferiu-se para o Rio de Janeiro para ingressar na Escola Militar, e em 1890, e que através de solicitação ao Comando do Exército acrescentou o sobrenome Rondon, e que assim, passou a ter no seu registo como Cândido Mariano da Silva Rondon, e concluiu a sua formação militar e recebeu o Diploma de Bacharel em matemática e ciências físicas e naturais da Escola Superior de Guerra do Brasil.

Apesar de toda a formação intelectual e graduações militares, Rondon nunca negou suas origens, dedicou parte da sua vida a proteção aos índios, e em 1913, acompanhando o ex-presidente americano Theodore Roosevelt na sua expedição ao Amazonas, Rondon foi atingido por uma flecha envenenada dos índios nhambiquaras. Salvo pela bandoleira de couro de sua espingarda, ordenou a seus comandados que não reagissem, demonstrando seu lema:

"Morrer, se preciso for. Matar, nunca".

Rondon foi um homem dinâmico e determinado, tendo feito grandes realizações e durante sua vida percorreu mais de 100 mil quilômetros, em lombo de burros, navegando pelos rios e enfrentando grandes adversidades, naquela época não havia estradas, ele abriu caminhos. Elaborou as primeiras cartas geográficas do Brasil de cerca de 500 mil km2, há que se lembrar de que naquele tempo não existia Satélites, GPS, os recursos eram escassos e mesmo assim ele conseguiu elaborar grandes obras cartográficas.

O marechal entraria para a história como o grande pacificador e o patrono das comunicações, tendo o dia do seu aniversário 05 de maio, instituído como o dia das comunicações. O Dia Nacional das Comunicações foi criado em 1971, em homenagem a Marechal Cândido Rondon "que levou as comunicações e o atendimento aos mais recônditos e distantes pontos do país, assegurando a união dos brasileiros". O decreto nº 51.190 de 26 de abril de 1963, proclamou-o Patrono da Arma de Comunicação do Exército.

O patrono das comunicações, certamente não conseguiria imaginar toda a evolução do setor de comunicação, deixando o Brasil sob o olhar atento do mundo com uma inédita explosão na telefonia sem fio, na Internet, o celular de terceira geração e caminhando a passos largos para a plena convergência tecnológica de serviços e incluindo o País na Sociedade da Informação.

Rondon cumpriu sua missão abrindo caminhos, desbravando terras, lançando linhas telegráficas, fazendo mapeamentos e estabelecendo relações com os índios. Manteve contato com muitas tribos, entre elas os bororo, nhambiquara, urupá, jaru, karipuna, ariqueme, boca negra, pacaás novos, macuporé, guaraya, macurape.

(Continua na edição de quarta-feira, 10)

Wilson Carlos Fuáh

É especialista em Recursos Humanos e Relações Sociais e Políticas