Em 1906, entregou uma linha telegráfica entre Cuiabá e Corumbá, alcançando as fronteiras de Paraguai e Bolívia. Seus trabalhos desenvolveram-se de 1907 a 1915. Nesta época estava sendo construída a ferrovia Madeira-Mamoré. A chamada Comissão Rondon deveria construir uma linha telegráfica de Cuiabá a Santo Antonio do Madeira.

Em 1910 criou o Serviço de Proteção ao Índio (SPI). Obteve a demarcação de terras de vários povos, entre eles os bororos, terenas e ofayés, eram trabalhos de dias e dias na mata sem comunicação e com equipamentos e ferramentas precárias, mas com trabalho dinâmico e perseverante, ele contribuiu para a preservação dos espaços dos povos indígenas, e em 1912, Rondon foi promovido ao posto de coronel, depois de ter pacificado os índios das tribos: caingangue e nhambiquara.

Em 1913, ganhou medalha de ouro "por trinta anos de bons serviços" prestados ao Exército e ao Brasil. Em 1914 a Sociedade Geográfica de Nova York conferiu a Rondon o Prêmio Livingstone, e determinou a inclusão de seu nome em uma placa de ouro, ao lado de outros grandes exploradores.

Em 1914, com a Comissão Rondon, construiu 372 km de linhas e mais cinco estações telegráficas: Pimenta Bueno, Presidente Hermes, Presidente Pena (depois Vila de Rondônia e atual Ji Paraná), Jaru e Ariquemes, na área do atual estado de Rondônia. Em 1º de janeiro de 1915 conclui sua missão com a inauguração da estação telegráfica de Santo Antônio do Madeira.

De 1919 a 1924, foi diretor de engenharia do Exército. Entre 1927 e 1930 inspecionou toda a fronteira brasileira desde a Guiana até a Argentina. Após a revolução de 1930, Getúlio Vargas, o novo presidente, hostilizou Rondon que, para evitar perseguições ao Serviço de Proteção aos Índios, deixou sua direção.

Em 1938, Rondon promoveu a paz entre a Colômbia e o Peru que disputavam o território de Letícia. No ano seguinte foi nomeado presidente do Conselho Nacional de Proteção ao Índio.

Em 1952, Rondon propôs a fundação do Parque Indígena do Xingu. No ano seguinte inaugurou o Museu Nacional do Índio. Em 5 de maio de 1955, data de seu aniversário de 90 anos, recebeu o título de Marechal do Exército Brasileiro concedido pelo Congresso Nacional, em 17 de fevereiro de 1956.

Os verdadeiros líderes nascem com missões a cumprir e Rondon deixou todo conforto do Rio de Janeiro, para desbravar os sertões, enfrentando animais selvagens, serpentes e todo tipo de doenças tropicais, mantendo os primeiros contatos com os povos indígenas, abrindo caminhos e interligando o Brasil de norte a sul pela comunicação telegráfica.

Temos que agradecer a Deus por termos como conterrâneo, esse homem que saiu daqui para escrever seu nome na história do Brasil e do mundo, nós que nascemos nesta terra afastada dos grandes centros do país, onde tudo parece estar muito longe e inatingível, temos que exaltar sempre quando alguém sai daqui e faz sucesso com o seu trabalho e constrói obras eternas, Rondon nosso maior líder transformou num herói nacional, esse homem será sempre orgulho de todos nós.

Wilson Carlos Fuáh

É especialista em Recursos Humanos e Relações Sociais e Políticas