Com a consulta pública realizada nos dias 24 e 25 de fevereiro, em 66 escolas regulares de 28 municípios, a Rede Estadual de Ensino de Mato Grosso passa a contar com 170 unidades no modelo de gestão cívico-militar. O número se aproxima da meta definida pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) para 2026: alcançar 205 escolas, entre as 628 unidades da rede.
A votação ocorreu nas próprias escolas, com participação de servidores, estudantes e familiares, após um processo de escuta que reuniu opiniões e manifestações sobre a proposta de conversão.
Por uma margem apertada, apenas duas unidades optaram pela não conversão: a Escola Estadual Daniel Martins Moura, em Rondonópolis (51% “não”), e a Escola Estadual 13 de Maio, em Tangará da Serra (53% “não”). Nas demais escolas, a média do “sim”, teve percentual acima de 85%.
Em Tangará da Serra, além da Escola Estadual 13 de Maio, passaram pelo processo de consulta pública outras cinco escolas, que a partir de agora, com a aprovação da comunidade escolar, serão cívico-militares, sendo:
- EE 29 de Novembro (aprovada com 71,4% dos votos);
- EE Professor João Batista (74%);
- EE Manoel Marinheiro (96,4%);
- EE Vereador Ramon Sanches Marques (90,2%);
- EE Dr. Hélcio de Souza (94,1%).
Ainda, pertencentes a Diretoria Regional de Educação de Tangará, foram aprovadas as escolas:
- Júlio Müller (81,8%), João de Campos Borges (96,8%) e Alfredo José da Silva (90,6%), de Barra do Bugres;
- EE Dr. Joaquim Augusto da Costa Marques (93,9%), de Denise;
- EE Parecis (92,6%), de Campo Novo do Parecis;
- EE Regina Tenório de Oliveira (95,6%), de Porto Estrela;
- e EE Wilson de Almeida (83,9%), de Nova Olímpia.
Segundo o secretário de Estado de Educação, Alan Porto, as audiências públicas conferem legitimidade às decisões da comunidade escolar.
“Abrimos um diálogo, garantindo que a decisão seja tomada com quem está na ponta. Isso melhora a política pública e fortalece a confiança na escola”,
afirmou.
“Estamos ampliando um modelo que tem mostrado resultados consistentes na organização do ambiente escolar, mas fazemos isso do jeito certo, que é ouvindo quem vive a escola todos os dias”,
acrescentou.
As próximas etapas, de acordo com Alan Porto, incluem a realização de novas escutas nas demais unidades que solicitaram a conversão, para que a meta seja cumprida, além da abertura de um novo processo seletivo para militares da reserva.
O secretário reforçou que o modelo não altera o currículo escolar. A mudança ocorre na forma de gestão, que passa a ser compartilhada, a gestão pedagógica permanece integralmente sob responsabilidade dos profissionais da educação, diretores, coordenadores pedagógicos e professores civis da rede estadual, seguindo a Base Nacional Comum Curricular (BNCC).
Já a gestão administrativa e as ações relacionadas à disciplina contam com a atuação de militares da reserva, com atribuições restritas ao apoio à gestão, organização de pátio, controle de entrada e saída, atividades de civismo e transmissão de valores como disciplina, hierarquia e organização.
“A estrutura compartilhada fortalece o trabalho pedagógico ao criar um ambiente mais organizado. Quando a escola funciona com rotina, respeito e clareza de regras, o professor consegue ensinar com mais tranquilidade e o aluno consegue aprender com mais foco”,
concluiu Alan Porto.




