Caso o projeto que prevê a criação de vagas de estacionamento específicas para veículos que transportem pessoas com transtorno do espectro autista (TEA) e demais pessoas neurodivergentes seja aprovado pela Câmara Municipal e sancionado pelo prefeito Vander Masson, o uso das vagas dependerá da exibição, em local de ampla visibilidade no veículo, da credencial de estacionamento emitida pelo órgão de trânsito competente.
Além da criação de espaços específicos, a conscientização da população é apontada como uma necessidade para garantir o respeito aos direitos das pessoas com deficiência, especialmente aquelas que possuem condições que não são visíveis.
Mãe de Vinícius Rodrigues Oliveira, que tem Síndrome de Down e transtorno do espectro autista, Érica Rodrigues de Oliveira relata que ainda existem dúvidas por parte da população sobre quem pode utilizar as vagas atualmente destinadas às pessoas com deficiência.
“Acho que poderia ter mais políticas públicas voltadas a mostrar para a sociedade que essa vaga que tem o símbolo do deficiente, que é uma cadeira de rodas, ela não é só para cadeirante, mas hoje, é para todos com deficiência, seja oculta ou visível, como o auditivo que não é à mostra”,
salienta.
“No caso da deficiência com o símbolo da cadeira, todas as pessoas com deficiência podem usar, mas aqui em Tangará, teve uma vez que a gente foi usar, e no caso do meu filho que é uma deficiência oculta, cheguei a descer do carro, e a pessoa estar esperando uma cadeira de rodas com um deficiente físico e ficar com cara de desconfortável por eu estar usando essa vaga”,
pontua.
Para ela, ações de conscientização nas escolas e nos meios de comunicação poderiam contribuir para esclarecer a finalidade da sinalização existente na cidade.





