A Perícia Oficial de Identificação Técnica (Politec) de Mato Grosso está integrando os seus sistemas de identificação civil aos sistemas do Governo Federal para o compartilhamento mútuo das informações contidas nos bancos de dados. A medida é necessária para adequar às mudanças na Carteira Nacional de Identidade, que será unificada em todo o país.

O novo RG usará o número do Cadastro Nacional de Pessoa Física (CPF) como identificação única dos cidadãos. Os órgãos expedidores deverão se adequar aos padrões da carteira unificada a partir de 6 de março de 2023, conforme consta no Decreto nº 10.977, de 23 de fevereiro de 2022, do Governo Federal.

Em Tangará da Serra, de acordo com o papiloscopista Abmael dos Santos, as novas carteiras ainda não estão sendo emitidas, mas até março do ano que vem essa confecção iniciará.

“Ainda não iniciamos essas confecções dos novos RGs, pois depende de toda a estruturação do Governo, de como será feito a interligação dos software. Então existe toda uma logística”, explica o responsável,

ao destacar que, quando iniciado, a troca será obrigatória, dentro do prazo de 10 anos.

Atualmente, uma pessoa pode ter uma carteira de identidade com um número em um estado e, caso solicite o documento em outro, vai obter um novo número. Dessa forma, um mesmo cidadão pode ter 27 números diferentes de carteira de identidade. A mudança vai acabar com essa possibilidade e coibir fraudes.

O documento será mais seguro devido à possibilidade de validação eletrônica de autenticidade por QR Code, inclusive off-line.

A emissão da primeira via da carteira de identidade é gratuita, sendo somente cobrada em caso de alteração de dados ou quando da renovação antes do fim o prazo de validade.

“A segunda via custa 70 reais, que é o físico, o papel, e o cartão plástico, de PVC, custa 99”, explica,

ao destacar que estes são os valores cobrados na Politec, no caso da segunda via.

(Com informações da Assessoria | Politec-MT)