O compromisso assumido com o agronegócio, especialmente com a safra de milho, está fazendo os caminhoneiros descartarem a possibilidade de paralisação em Mato Grosso. A informação é do presidente da Associação dos Proprietários de Caminhões de Transporte de Tangará da Serra, Edgar Laurini.
Segundo Laurini, a Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), que representa 800 mil caminhoneiros autônomos, assim como os sindicatos, não orientou seus associados sobre a adesão ao protesto. Porém, a negativa de paralisação é justificada principalmente pela safra.
“Não tem possibilidade. Temos uma safra de milho e nenhum caminhoneiro paralisaria aqui no Mato Grosso”, disse.
Por outro lado, a categoria dos transportadores se mostra claramente contrariada com a atual conjuntura. A principal queixa é em relação à política de Preço de Paridade de Importação (PPI) da Petrobras, que regula o preço dos combustíveis de acordo com o mercado internacional.
Em 2018, quando houve a primeira grande paralisação dos caminhoneiros, o preço do diesel era na média nacional, de R$ 2,93/litro – hoje varia por volta de R$ 5,00/litro, em Tangará da Serra. Naquele ano, houve desabastecimento de mercados, redução na frota de ônibus e escassez de combustíveis em todo o País.
MovimentoO Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC) é um dos organizadores da paralisação de caminhoneiros que estava programada para domingo, 25, justamente no Dia Nacional do Motorista.
A realização da greve, contudo, não é unanimidade entre os representantes dos transportadores rodoviários, a exemplo do que acontece em Mato Grosso. Entidades por todo o país, como a própria CNTA e a Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), decidiram não participar dos atos.




