O Viveiro Mina Azul, no Jardim Alto da Boa Vista, em Tangará da Serra, tornou-se palco de um encontro que uniu mãos, territórios e futuros. Em uma visita técnica promovida pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), em parceria com a Terzi Agroambiental, viveiristas, gestores e representantes de sete municípios se reuniram para trocar conhecimento sobre a produção de mudas nativas para restauração ecológica.
A pesquisadora do IPAM e organizadora da atividade, ecóloga Meire Mateus de Lima, explicou que a ação nasce do compromisso de fortalecer uma rede de recuperação ambiental na região.
“Atuamos com municípios que estão estruturando viveiros, reorganizando suas bases e ampliando práticas de restauração. Hoje conseguimos juntar quem produz, quem orienta e quem executa. A ideia é formar uma rede viva: quem sabe fazer, ensina; quem aprende, multiplica”.
Entre os participantes estava o indígena Haliti-Paresi, da Aldeia Jabuti J5, Wilian Stiger Parecis.
“Vou levar esse aprendizado para dentro da comunidade. São novas ideias para coletar sementes, produzir e restaurar o nosso território. Foi uma experiência única”.
O coordenador de Agricultura Familiar de Campo Novo do Parecis, Clóvis de Paulo, destacou a importância da cooperação.
“Queremos construir uma rede de apoio entre municípios. O que um sabe, o outro aprende. O que um precisa, o outro ajuda a fornecer”.
De Alto Paraguai, a secretária Ivanielle Pereira de Oliveira reforçou que a parceria com o IPAM foi decisiva para inaugurar o viveiro municipal.
“Viemos em busca de aprimorar práticas. Agora levamos não apenas técnica, mas visão”.
Em Tangará da Serra, o engenheiro florestal Leonardo Leite Filho Júnior, da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, destacou o impacto coletivo:
“Quanto mais gente produzindo mudas nativas, mais áreas recuperadas. Ganha o meio ambiente, ganha o território”.
O pesquisador alemão Simon Thomsen, do Thünen Institut, observou o encontro como um recorte do futuro.
“É inspirador ver Mato Grosso discutindo produção e conservação ao mesmo tempo”.
Ao final, Cláudio Terzi, anfitrião do viveiro, resumiu a emoção:
“Compartilhar experiência é plantar floresta antes da muda tocar o solo”.




