O salário não é mais o fator determinante para atrair os bons profissionais para vagas de trabalho e mantê-los nessas vagas. Antes disso, os trabalhadores se preocupam com outros fatores, como qualidade de vida e benefícios. Essa é a avaliação do consultor da área de gestão empresarial Paulo Slobodzian.
Segundo ele, para atrair profissionais mais qualificados, as empresas precisam criar estratégias cada vez mais voltadas para a valorização do trabalhador, que retenham os profissionais no local e reduzam a rotatividade mensal que é tão constante em muitos negócios.
“Em nossos estudos, o salário está em quinto lugar em importância para a atração de uma vaga. As pessoas pensam muito em qualidade de vida, reconhecimento profissional, qualidade de vida no trabalho, benefícios e, só então, salário”,
afirma. No entanto, o consultor explica que o funcionário pode até “pular” de empresa em empresa por um pequeno aumento de remuneração, mas que isso não costuma durar.
O que costuma ser um cenário comum nas empresas é a rotatividade mensal de funcionários, explica Paulo. E essa é uma situação que mostra que o gestão de Recursos Humanos não está eficaz - e que só o salário não é suficiente.
“Há empresas que tem 40% de rotatividade mensal. Isso significa, em palavras simples, que quase metade da equipe se troca todos os meses. Ou seja, fico três meses com o profissional, acabo gastando, porque essa remuneração deixa de ser um investimento quando não para profissional na função, e daqui três meses tenho que recomeçar o processo. Isso pode levar a empresa inclusive a ter problemas financeiros”,
pontua.
Por isso, o consultor enfatiza que o objetivo é atrair talentos e depois retê-los, para que tenham cada vez maior produtividade.




