Na segunda-feira, 24, acadêmicos da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), Campus de Tangará da Serra realizaram uma mobilização reivindicando melhorias na unidade de ensino, e, também expuseram algumas reclamações. Dentre as solicitações estão o Restaurante Universitário (RU) e o transporte coletivo (passe livre), considerado de valor elevado para os estudantes que, por causa dos estudos, não possuem renda fixa, dependendo quase que exclusivamente das famílias.

A mobilização aconteceu no dia exato em que a reitora da Unemat, Lucia da Rocha Maquêia, estava na unidade e ouviu os estudantes.

Para o diretor político e pedagógico Ariel Lopes Torres, as reivindicações são relevantes, mas não são de domínio da instituição, uma vez que são de competências externas.

“A questão do transporte e passe livre, nós já temos feito algumas conversas com o município e a Câmara Municipal, mas o transporte coletivo é uma concessão municipal e perpassa por leis”,

diz o diretor.

Quanto ao RU, Ariel destaca que como são 13 Campi no Estado, a universidade não possui condições orçamentárias de implementar a benfeitoria, mas destaca que possui o auxílio-alimentação.

“Esse auxílio contempla apenas alunos que tem vulnerabilidade econômica, que tem uma renda per capita de um salário-mínimo. Essa é a forma que a universidade consegue atender os universitários em relação ao RU”,

salienta.

“O que dá para fazer é uma discussão com os poderes constituídos. RU deve ser uma discussão a nível de governo, que é a fonte da universidade. Já a questão do passe livre carece de uma discussão com o poder municipal, mas todos unidos podemos abrir essas discussões, com toda certeza”,

enfatiza Ariel.

Quanto a reclamações sobre a comida servida na cantina da Unemat, o professor ressalta que já houve caso de alimento estragado que foi registrado na direção, o que levou a Vigilância Sanitária até a instituição para verificação do local e acondicionamento dos alimentos. Desde então, nenhuma outra situação relacionada a esse fato foi evidenciada.

“Estamos sempre conversando com a responsável em busca de realizar o melhor para os acadêmicos, mas esse é um problema antigo, uma vez que nem todos chegam em consenso sobre comida, mas garanto que estamos alertas e prontos a receber reclamações com evidências e se isso ocorrer, as medidas com toda certeza serão tomadas”,

finaliza.