Mato Grosso contribuiu com a inserção de mais de três mil perfis de DNA de indivíduos no Banco Nacional de Perfis Genéticos nos últimos cinco anos. Os dados fazem parte de um levantamento nacional realizado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. O crescimento da base de dados no Estado reforça o papel estratégico da genética forense como uma das ferramentas para o esclarecimento de crimes complexos, identificação de pessoas desaparecidas e direcionamento de investigações policiais.
O banco reúne perfis genéticos de diferentes categorias, como vestígios coletados em locais de crime, familiares de pessoas desaparecidas, restos mortais não identificados, condenados e suspeitos identificados criminalmente. A categoria de perfis genéticos de pessoas condenadas criminalmente representa a maior parte das inserções.
Entre setembro de 2024 e setembro de 2025, foram inseridos 651 perfis no banco de dados. Já entre setembro de 2025 e setembro de 2026, o número chegou a 1.537, um aumento de aproximadamente 136%.
Uma vez incluídos no banco de dados, os perfis genéticos são automaticamente comparados com evidências biológicas obtidas em cenas de crime em todo o território nacional. O procedimento permite identificar possíveis responsáveis por delitos que anteriormente permaneciam com autoria desconhecida.
Para a diretora do Laboratório Forense da Politec, Helen Coelho, a expansão do banco representa, principalmente, o aumento da capacidade de transformar vestígios biológicos em informações úteis para as investigações.
Entre novembro de 2025 e maio de 2026, os perfis de DNA coletados e inseridos pela Politec em Mato Grosso contribuíram para 14 investigações dentro e fora do Estado.








