Recentemente o Serviço de Água e Esgoto de Tangará da Serra (Samae) realizou uma reunião com empresários que trabalham com caçambas ou tira entulhos, como são mais conhecidos. Na oportunidade, a autarquia informou que há uma nova normativa para o descarte de materiais inservíveis no Aterro Municipal e que os empresários teriam até o mês de março para novas adequações.

A mudança consiste em que as caçambas deverão conter materiais de apenas uma qualidade. Ou seja, se for material de construção, não poderão conter misturadas a ele restos de podas de árvores e se forem galhos de árvores não poderão conter nada além disso.

A maioria dos trabalhadores desse segmento recebeu bem a determinação, contudo, na semana passada, houve uma outra reunião em que o prazo para essa separação de material acabou sendo reduzido para uma semana, causando descontentamento.

“Temos muitas caçambas pelas ruas e o prazo para a gente separar esse material todo é curto demais”,

reclama o empresário José Betio Prado.

Diante da queixa, o diretor do Samae, Marcos Scolari, explica o porquê da mudança de prazo.

“Nós não temos mais espaço no aterro, não cabe mais nada lá”,

afirma, ao destacar que a determinação é para que os responsáveis se adéquem o mais rápido possível. Contudo, explica que há a possibilidade que o prazo seja estendido um pouco mais, caso as chuvas não sejam recorrentes.

Segundo Scolari, com a mudança na forma de descarte de materiais inservíveis no Aterro Municipal, a cultura da população também terá que mudar.

“O morador que alugar deverá depositar somente o material combinado, porque se o motorista chegar lá no aterro com outros materiais deverá recolher e dar outro destino, porque não aceitaremos”,

informa.

“Temos que mudar a consciência e começar a separar os materiais, e não mais colocar lixo de casa junto com madeira, resto de construção, poda de árvores e resto de comida. Cada um tem seu local de descarte selecionado, como o lixo doméstico tem a coleta e os recicláveis, a Coleta Seletiva”.