A ampliação da capacidade de tratamento de água é condição básica para atender a demanda por abastecimento de água da área urbana de Tangará da Serra, conforme preconiza a Lei Federal de Saneamento Básico (11.445/2007).

Porém, mesmo com projeto já concebido, o município – através do Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae) – terá de atender algumas exigências cujos encaminhamentos tramitam pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT).

Tais exigências consistem na renovação de outorga do rio Queima Pé junto ao órgão estadual, além do licenciamento ambiental e da regularização da barragem Sitna, que recebe as águas do rio Queima Pé e do córrego Figueira. Nestas demandas se inclui o projeto de segurança de barragem.

Os processos já estão protocolados na Sema-MT, aguardando liberação. Uma vez liberados, o município revalidará a outorga do Queima Pé e, assim, terá acesso ao recurso de emenda parlamentar hoje ainda bloqueados na Caixa.

Segundo o diretor do Samae, Heliton Luiz de Oliveira, a autarquia aguarda pelo órgão estadual para elaborar o edital de licitação e contratar a obra.

“Estamos acompanhando esses processos junto à Sema e dependemos deles para acessar e dar andamento no projeto de ampliação da ETA”,

explicou.

  • Obra:

O projeto, aprovado ainda em 2020 pelo Ministério do Desenvolvimento Regional, demandará investimentos de R$ 7,4 milhões, sendo R$ 6,78 milhões em recursos de emenda impositiva de bancada federal e R$ 678 mil em contrapartida do município. Os valores virão para conta específica do município após assinatura de convênio com o ministério.

Com a ampliação, a ETA passará dos atuais 300 litros/segundo de água tratada para 675 litros/segundo (125% de ampliação da atual capacidade), conforme estudo de aumento de demanda que prevê uma população de 165 mil habitantes no município até o ano de 2040.

O projeto prevê um canal com gradeamento e desarenador, uma nova unidade de mistura rápida mecanizada, oito novos floculadores, reforma e ampliação/conversão dos decantadores para altas taxas, removedor de lodo submerso, cinco novos filtros e reforma dos atuais sete filtros já existentes.

Também serão construídos um novo tanque para desinfecção e uma nova estação elevatória de água tratada, reformas e adequações da unidade de tratamento de resíduos, da casa de química e do sistema de dosagem de produtos químicos. Por fim, será construído um moderno centro de controle operacional automatizado, com operação remota de todo o sistema.

Os trabalhos de ampliação acontecerão sem interrupção do abastecimento da cidade.