Servidores municipais confirmam paralisação de 24 horas na próxima semana

Em Assembleia Geral Extraordinária realizada no último dia 13 de fevereiro, os servidores públicos municipais de Tangará da Serra decidiram pela deflagração de estado de greve e pela realização de uma paralisação, marcada para a próxima terça-feira, dia 24 de fevereiro.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Tangará da Serra (SSERP), Willians Reis, a mobilização terá início às 7h da manhã do dia 24, em frente à Prefeitura, e seguirá até as 7h do dia 25, totalizando 24 horas de paralisação. De acordo com o sindicato, o ato marca um “basta” da categoria diante do que considera falta de diálogo e desvalorização salarial.

Segundo o SSERP, os servidores estão há mais de dez anos sem aumento real nos vencimentos e acumulam perdas salariais superiores a 22% no período. O recente anúncio da Prefeitura, que prevê a aplicação de 4,26% de Revisão Geral Anual (RGA), foi classificado como insuficiente frente à defasagem apontada.

Em entrevista, o presidente do sindicato afirmou que a categoria vem tentando negociar com o Executivo há anos.

“Nós servidores já viemos numa batalha de mais de cinco anos buscando, de alguma maneira, que o Executivo nos apresentasse alguma proposta, alguma maneira de valorizar o salário do servidor. (...) Então esse movimento é um basta, é um chega a essa truculência, esse desmando por parte da gestão de não conversar com a categoria e de não nos valorizar”,

declarou.

De acordo com ele, a paralisação do dia 24 será a primeira medida prática dentro do estado de greve já aprovado em assembleia. Após o encerramento das 24 horas de mobilização, o sindicato dará mais 24 horas para que o município apresente uma proposta concreta de valorização salarial.

“Faremos essa primeira paralisação de 24 horas e aguardaremos que o município nos apresente uma proposta de valorização do servidor. Caso essa proposta não chegue, iremos consultar a categoria novamente e corre, sim, o risco de uma greve por tempo indeterminado”.

“Enquanto gestor é impossível sentar com o sindicato”, diz Vander Masson

Rosi Oliveira / Redação DS

Após reunião ocorrida no dia 13 de fevereiro, os servidores municipais de Tangará da Serra decidiram entrar em estado de greve. De acordo com o sindicato, a decisão ocorre após mais de uma década sem aumento real nos salários, o que acarreta perdas salariais superiores a 22% ao longo dos últimos anos.

Além disso, os servidores não consideram satisfatória a aplicação de 4,26% de Revisão Geral Anual (RGA), prevista pela Prefeitura Municipal. O reajuste, foi considerado insuficiente pelos servidores diante da defasagem apontada.

Outro ponto destacado pelo presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Tangará da Serra (SSERP), Willians Reis foi a falta de diálogo com o Executivo.

Presente ao Programa Primeira Hora da Rádio Serra FM, o prefeito Vander Masson falou do assunto e disse que por três vezes recebeu os representantes.

O prefeito disse ainda, que o município jamais se furtou de conversar com os servidores e explicar a real situação que tem como principal fator, a Lei de Responsabilidade Fiscal, que impede que o município exceda o limite prudencial, de 48,60.

Vander destacou ainda que em diversas áreas, servidores foram contemplados com ações.

“Eu dei todos os aumentos, inclusive o RGA, que era da época do ex-prefeito, da época da pandemia, que o ex-prefeito até tinha dinheiro em caixa, mas não podia conceder o aumento. Se eu não me engano, foi em 2021 o RGA de 2021 e o RGA anterior”,

informa.

“E todos os anos nós concedemos os RGA para os servidores”,

ressalta, ao pontuar outras ações aos servidores como: pagamento do piso salarial dos professores (dois pisos), cujo aumento foi de, em um primeiro momento 33%, e mais de 22% depois. Destaca ainda que, o não pagamento do piso dos técnicos de enfermagem, em decorrência justamente, do pagamento dos professores, o que excedeu o limite prudencial.

Pontuou a mudança de ACSs que eram celetistas para efetivos, bem como outras ações.

“E nós fizemos uma lei para conceder 83% dos salários variáveis. Todas as demais rendas que eles tinham, quando ficassem doentes, não recebiam. Nós concedemos. Então nós fizemos algumas ações importantes para os servidores”.

Ao final, o prefeito disse que

“enquanto gestor é impossível sentar com o sindicato. Eu já dei três oportunidades e as três eles não respeitam, eles exageram. Não respeitam o acordado, e não têm compreensão”,

afirma.

“Então, a população precisa de saber que se por acaso tiver greve, é uma irresponsabilidade do sindicato”,

comenta.

“Eu tenho certeza de que não é a vontade dos nossos servidores, a maioria não quer greve, porque sabe o respeito que eu tenho pelos servidores, o carinho que eu tenho por eles”,

pontua o gestor, ao salientar que os representantes do sindicato conhecem as leis e são sabedores do limite ao qual o município está vinculado.

“É lamentável que um sindicato desse, estimulado por questões políticas, está para poder fazer uma greve. É uma irresponsabilidade, não é com a minha gestão, mas com a população”.