Enquanto uma das notícias mais divulgadas no Mato Grosso são referentes aos números de incêndios em vegetação, em Tangará da Serra e entorno – Denise, Barra do Bugres e Nova Olímpia – tiveram redução em comparativos de julho de 2023 com o ano de 2024.
As informações foram repassadas pelo Comandante da Regional VI do Corpo de Bombeiros Militar, com sede em Tangará da Serra, o Tenente-Coronel BM Rafael Correia dos Reis, ao destacar a redução de 40% no número de atendimentos, embora estrutura de atendimento tenha permanecido a mesma.
“Analisando os dados verificamos que houve essa redução na nossa circunscrição e para nós isso é bastante importante”,
salienta.
De acordo com o Tenente-coronel, o levantamento foi feito detalhando os meses, mas apontou redução significativa nos números quando comparados os períodos de janeiro a julho dos anos de 2023 e 2024, apontando que houve uma redução de 23% nos números de atendimentos a incêndios florestais no município.
Já nos municípios de Juara, Colniza e Aripuanã, onde são estabelecidas bases temporárias durante o período proibitivo, a redução de julho de 2023 em relação a 2024 foi de 20% no número de atendimentos a incêndios em vegetação.
“De um ano para o outro, praticamente não foi alterado o nosso poderio de atendimento, uma vez que permanecemos com o mesmo número de militares, viaturas e equipamentos disponíveis para esse trabalho e ainda assim, conseguimos obter esse número na redução naquela região”.
Conforme o comandante, vários fatores podem ter contribuído para que os números tenham esses marcos, mas um deles e o mais fundamental que parece estar vindo à tona com os trabalhos de conscientização dos mais diversos órgãos, é a contribuição humana.
“A questão da conscientização dos munícipes (zona urbana), e dos produtores rurais em não realizarem queimas sejam eles permitidas ou não nas suas propriedades”,
frisa, ao salientar também a possibilidade de os efeitos climáticos como período de estiagem ter chegado mais tarde e chuvas terem vindo mais cedo.
Sala de Situação contribui para resultados, colaborando na celeridade
Além do fator humano estar mais colaborativo, das mudanças climáticas terem ajudado, outro fator que tem contribuído exponencialmente para que os atendimentos da Regional VI do Corpo de Bombeiros Militar sejam mais rápidos e eficazes é a Sala de Situação, instalada no quartel da 3ª Companhia de Bombeiro Militar de Tangará da Serra, em que há o acompanhamento de imagens via satélite, o que possibilita a identificação de focos de calor e seu combate.
“Através dessas imagens que são geradas pelos satélites a gente tem as informações dos focos de calor em todo nosso campo de atuação, possibilitando o acompanhamento de uma área bem grande”,
detalha o Tenente-Coronel BM Rafael Correia dos Reis, ao salientar a resposta eficaz e rápida a dois incêndios ocorridos recentemente na Serra Tapirapuã e na Aldeia Umutina em Barra do Bugres.
No momento, as imagens não apontam incêndios de grandes proporções na região de Tangará da Serra, mas o efetivo da companhia, que atualmente é de 40 homens, está preparada para possíveis solicitações.
“Sabemos que o calor tende a seguir fazendo com que o mato fique mais seco e estamos preparados”,
assegura.
“Quero reforçar à população principalmente na zona urbana, para que evite fazer as queimas de lixo e folhas secas porque a gente sabe que a fumaça prejudica principalmente as crianças e os idosos, sendo, portanto, um problema de saúde pública e conclamo aos produtores rurais que façam sua parte, embora eu entenda que o manejo com fogo é mais barato, a gente sabe que ao longo dos anos isso empobrece o solo, propiciando a erosão. É, portanto, o barato que sai caro”,
pontua.




