“Temos outros três professores que foram denunciados e estamos quase concluindo os procedimentos”.
Essa é a informação repassada pelo delegado responsável pela Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM), Guilherme Renato Hernandes Polimeni Lós, que vê a escalada dos números como resposta do acolhimento e também da repercussão do assunto nos últimos meses.
O primeiro caso a ser noticiado foi no mês passado, como mais de 15 denunciantes. Segundo relato da autoridade policial, os depoimentos colhidos indicam situações de assédio como convites para sentar no colo do professor, toques nas coxas e abraços acompanhados de carícias nas costas.
Os outros dois casos são de professores também ligados as redes municipal e estadual.
Na oportunidade, o delegado destaca a importância da denúncia.
“Você que deixou passar uma situação de anos atrás, que venha fazer a denúncia, porque essa pessoa que tanto te feriu, está por aí com possibilidade de ferir outras pessoas”,
pede o delegado.
Ainda pontua que os responsáveis devem levar em conta as queixas dos filhos, uma vez que, se for comprovado o crime, os pais poderão responder criminalmente em caso de negligência.
“Temos casos de mães que não querem acreditar por ser o suspeito o namorado, o marido, o pai e isso pode gerar cobrança mediante lei sim”,
alerta.
“Ouça o relato e busque ajuda. Estamos aqui para acolher e dar andamento nos processos legais contra pessoas que roubam a infância de muitas crianças e adolescentes”.




