Não é todo homem, mas, é sempre um homem. Embora essa afirmação possa causar desconforto ou contestação, é um grito abafado na realidade de muitas mulheres. Em um mundo que avança em tantos campos, ainda há espaços sombrios onde a dignidade feminina é violada, o respeito é aniquilado, e a humanidade é posta à prova.
Imagine a vulnerabilidade de uma mulher deixada à sua porta, embriagada e inconsciente. Agora, visualize a ação predatória de um homem que, ao invés de ajudá-la, a viola em sua essência mais profunda. Não, este não é um cenário de filme de terror. É uma realidade que muitas mulheres enfrentam e que, por tantas vezes, permanece silenciada. Me refiro a uma jovem que foi deixada desacordada na porta de sua casa de madrugada e um homem a estuprou.
Atendo inúmeros casos de violência contra mulheres, desde o controle sutil que limita liberdades básicas, como a escolha de roupas ou amizades, à brutalidade do estupro, a realidade é assustadora. A violência se manifesta de muitas formas, mas todas têm uma raiz comum: o desejo de dominar, controlar e subjugar a vítima.
Por que essa violência persiste? Por que, muitas vezes, é aceita, justificada ou até mesmo ignorada? Por que, em pleno século XXI, muitas mulheres ainda se sentem inseguras em suas próprias casas, nas ruas, em seus relacionamentos? ( No meu instagram escrevi um post cujo título é “Feminino” recomendo a leitura.)
A sociedade, em muitos aspectos, ainda é cúmplice desses atos. Seja pela indiferença, pelo julgamento ou pela perpetuação de padrões culturais que objetivam a mulher. Reconhecer a existência do problema é o primeiro passo para combatê-lo. A cada mulher que sofre em silêncio, que é julgada por sua roupa, que é ridicularizada por seus medos, ou que é violentada em sua essência, a sociedade perde. Perde em humanidade, em compaixão e em evolução.
Não podemos nos permitir ser indiferentes. A luta contra a violência de gênero é uma luta de todos nós, não é sobre homens contra mulheres, é sobre humanidade contra a barbárie. E é nosso dever, enquanto sociedade, assegurar que nenhuma mulher seja silenciada, que sua dignidade seja sempre respeitada e que ela tenha plena liberdade de ser quem é, sem medos, sem amarras, sem violência.




