No intricado cenário político das 5.569 prefeituras espalhadas pelo Brasil, torna-se imprescindível refletir sobre o verdadeiro peso da máquina pública municipal. Com 5.569 prefeitos e um número equivalente de vice-prefeitos, a estrutura administrativa assume dimensões consideráveis, ampliadas pela média de 11 secretários em cada prefeitura, embora algumas ostentem uma estrutura ainda mais robusta.

Além dos secretários, há um exército de cargos de livre nomeação, muitos sob a denominação de adjuntos ou assessores, que adicionam camadas à já complexa estrutura. Esses cargos, muitas vezes, geram questionamentos sobre sua real necessidade e eficácia, bem como sobre o impacto orçamentário que representam para os municípios.

Nas 5.569 câmaras municipais, o quadro se amplifica ainda mais com a presença de 58.114 vereadores. O número, por si só, é expressivo e levanta dúvidas sobre a eficácia da representação, especialmente quando se considera que uma parcela substancial desses legisladores conta com assessores pessoais. Esse fenômeno contribui para um inchaço adicional, que parece distanciar o representante do representado, gerando questionamentos sobre a real representatividade desses órgãos.

Muitos dirão que este articulista ficou doido, mas é bom lembrar que em 2023 o STF aprovou a criação do município de Boa Esperança do Norte, no Mato Grosso, se tornando a cidade de número 5.569 no Brasil e, ainda não é possível fazer a projeção de quantos vereadores terá no próximo ano.

Além dos assessores pessoais dos vereadores, é preciso atentar para os cargos de livre nomeação vincula diretamente aos legisladores e aos presidentes das Casas Legislativas Municipais. Esse aspecto da estrutura cria uma rede de influências que, por vezes, parece se distanciar dos interesses da população, levantando questionamentos sobre a eficiência e transparência do sistema.

É essencial, neste momento, avaliar com seriedade a funcionalidade dessa máquina pública municipal, buscando a eficiência na gestão dos recursos públicos e a representatividade efetiva dos cidadãos. Questionar a pertinência de determinados cargos, bem como a necessidade de estruturas tão complexas, é um passo fundamental na busca por uma administração mais enxuta e focada nas reais demandas da sociedade.

Diante desse cenário, é responsabilidade dos gestores, legisladores e, principalmente, da população, promover um debate saudável sobre a estrutura municipal. Somente através desse diálogo construtivo será possível moldar uma máquina pública ágil, transparente e verdadeiramente comprometida com o bem-estar e progresso de cada município brasileiro.

Hoje o PSD é o partido com maior número de prefeituras (968), o MDB vem em seguida com (838), Progressistas (712); União Brasil (564) e PL (371) entre os cinco com maior número de prefeituras. O cenário de 2025 poderá ser diferente, mas depende, única e exclusivamente do tom de diálogo entre esquerda e direita e os eleitores. Que venha 6 de outubro!

Gregório José
Jornalista/Radialista/Filósofo
Pós Graduado em Gestão Escolar
Pós Graduado em Ciências Políticas
Pós Graduado em Mediação e Conciliação
MBA em Gestão Pública