Na segunda-feira, 29 de janeiro, tive o privilégio de conversar com os professores do Colégio Avance sobre o poder do autoconhecimento. Em meio à preparação para a volta às aulas, os educadores da escola estavam em plena formação, e a saúde mental foi um tema central, levado muito a sério pela direção. Afinal, quando o professor está bem emocionalmente, tudo flui: a relação com os estudantes e seus familiares.
Durante nossa conversa, destaquei a importância do autoconhecimento. Não aquele autoconhecimento superficial que vemos nas redes sociais, onde se fala para “se autoconhecer” como se fosse algo simples e instantâneo. Refiro-me ao autoconhecimento profundo, que exige uma pausa, um olhar atento para dentro de si. Num mundo onde tudo é correria, essa tarefa se torna ainda mais desafiadora. Vivemos numa era em que os vídeos foram encurtados porque as pessoas perderam a paciência para conteúdos longos (1 min), e até o áudio do WhatsApp ganhou um botão de aceleração, refletindo a pressa que permeia nosso dia a dia.
Nesse ritmo frenético, encontrar tempo para refletir sobre nós mesmos parece uma missão impossível. Nossos pensamentos estão sempre acelerados: à noite, pensamos no dia seguinte; de manhã, pensamos no restante do dia. E assim, vamos sobrevivendo um dia de cada vez, esquecendo que precisamos olhar para nós mesmos para entender nossas emoções e comportamentos.
Durante a formação, enfatizei a necessidade de se conhecer para estar bem, viver bem e, consequentemente, trabalhar bem. Uma pessoa que se conhece, que entende suas emoções e suas reações, está mais preparado para enfrentar os desafios diários da rotina.
O autoconhecimento não é um processo rápido ou fácil. Requer dedicação e, sobretudo, coragem. Coragem para enfrentar nossos medos, nossas inseguranças e, às vezes, nossas próprias sombras. No entanto, é um caminho indispensável para aqueles que desejam não apenas sobreviver, mas viver plenamente.
Quando a direção do Colégio investe na saúde mental dos seus professores e em seu autoconhecimento, eles não estão apenas cuidando de si mesmos. Estão também criando um ambiente escolar mais saudável e positivo para seus alunos. Estão se preparando para serem melhores educadores, capazes de entender e atender às necessidades emocionais e psicológicas de seus estudantes.




