O uso indevido e exagerado da tecnologia por crianças tem causado uma explosão de pequenos com Déficit de Atenção, com dificuldades na aprendizagem nas Instituições de Ensino. Estamos em uma era tecnológica, onde os adultos estão sempre com um objetivo a ser alcançado, “o bem estar de sua família”.

A utilização da tecnologia em excesso na infância provoca questionamentos polêmicos quanto ao desenvolvimento afetivo, cognitivo e social da criança, uma vez que computadores, celulares e tablets estão substituindo os amigos e jogos reais pelos virtuais, o que os impedem muitas vezes de expressarem seus sentimentos, aflições e desejos. A tecnologia, os dispositivos eletrônicos necessitam ser utilizados conforme as regras e horários estabelecidos pelos pais ou responsáveis, um concesso entre criança e adultos, pois, a ansiedade e agressividade são geradas pela falta de limites do uso de aparelhos tecnológicos que comprometem o desempenho escolar, desestrutura os relacionamentos interpessoais e debilita principalmente a saúde física e psicológica da criança ao longo do desenvolvimento, além de influenciar na sua vida pessoal, social e futuramente a profissional.

Sempre que pareça necessário negar os desejos ou se opor à vontade de uma criança, ela deve ser seriamente impressionada com o pensamento de que isso não é feito para satisfazer os pais, ou para condescender com autoridade arbitrária, mas para o seu próprio bem. Deve ser-lhe ensinado que toda falta não corrigida trar-lhe-á infelicidade e desagradará a Deus. Sob tal disciplina, as crianças encontrarão sua maior alegria em submeter sua vontade à de seu Pai celestial. Fundamentos da Educação Cristã, pág. 68. Mesmo a bondade deve ter seus limites. A autoridade deve ser mantida com firme severidade, ou por muitos será recebida com escárnio e desprezo. A chamada ternura, a adulação e a transigência usadas pelos pais e tutores para com os jovens, é o pior mal que lhes pode sobrevir. Firmeza, decisão, exigências positivas são essenciais em cada família. Testimonies, vol. 5, pág. 45.

Daniela Liliane Disperatti, Pedagoga e Psicopedagoga institucional e Clínica. Professora do Colégio Adventista de Tangará da Serra.