A 10ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em Tangará da Serra, alerta para ações de golpistas que se passam por advogados para lesar cidadãos que são parte em demandas judicias.

Segundo o presidente da entidade local, Jonas Coelho, os golpistas se passam por advogados em mensagens do aplicativo WhatsApp. Os estelionatários usam linhas de celular com fotos dos advogados que defendem as vítimas nos processos, aos quais acessam pelo sistema eletrônico do judiciário. Pelo acesso ao sistema, os criminosos conseguem saber detalhes dos processos, tomando conhecimento do que acontece. Quando está prestes a liberar algum valor, encaminham mensagens pelo WhatsApp às vítimas, afirmando que há uma decisão favorável por sair mas que para isso seria necessário pagar algumas custas judiciais, como atualização de cadastro e outras justificativas.

Os golpes acontecem, na maioria das vezes, entre às 11h e às 15h, com os golpistas alegando “urgência” nos pagamentos. Desavisadas, confusas e atordoadas com a “lábia” dos criminosos, as vítimas concordam em repassar valores que variam desde pouco mais de R$ 1.000,00 a R$ 6.000,00 (os valores nunca são redondos), como aconteceu com duas vítimas de Tangará da Serra. Os nomes de ao menos cinco advogados foram usados nas tramas.

“Não é só aqui em Tangará da Serra que estão aplicando esses golpes, mas em várias outras cidades do estado”,

afirmou o presidente da OAB em Tangará da Serra, Jonas Coelho.

Segundo o presidente local da OAB, ao receberem as mensagens, a pessoa deve entrar em contato com o escritório do seu advogado para conferir se, de fato, o procedimento é verídico. Se caso já repassou algum valor e percebeu o golpe, deve registrar imediatamente um boletim de ocorrência e avisar o banco para tentar um estorno.

Muitos desses golpes geram grandes prejuízos às vítimas, incluindo ações criminosas de emissão fraudulenta de procurações e, até mesmo, transferências de propriedade de imóveis e veículos. Em razão disso, os cartórios são rigorosos nas exigências de documentos originais, autênticos, da presença da pessoa, já que uma procuração confere poderes a uma pessoa para que, em nome de outrem, acesse um processo para fazer transferência de valores.

“Não assine nada, não faça transferência de valores! Procure seu advogado ou procure a OAB para informar esse golpe, essa tentativa (…); O registro da ocorrência é essencial… Isso é crime, é estelionato”,

advertiu Jonas Coelho.

Segundo o presidente da 10ª Subseção da OAB, a Polícia já investiga os crimes denunciados.