Corrupção ativa, lavagem de dinheiro, falsificação de documentos e possível organização criminosa, entre outros crimes estão sendo investigados pela Polícia Judiciária Civil de Tangará da Serra contra parte da direção da Associação das Diversidades Intelectuais (Adin) de Tangará da Serra, que atende crianças de 2 a 12 anos, e suas famílias, com síndromes e transtornos globais de desenvolvimento, incluindo o autismo.
Em entrevista coletiva na manhã desta quarta-feira, dia 26 de março, o delegado Gustavo Espindula de Souza afirmou que há seis meses, após denúncia anônima, a polícia está investigando possíveis irregularidades na Adin.
“Com essa informação, imediatamente começamos a investigação, onde concluímos que realmente havia várias irregularidades e montamos a operação, que hoje [quarta-feira] ocorreu desfecho”,
explicou à imprensa.
Na Operação Neurodiverge foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão, sequestro de bens móveis e imóveis, bloqueio de contas, afastamento do presidente da Adin, Rui Alberto Wolfart, e outros representantes.
“A princípio são quatro pessoas envolvidas: o presidente, a tesoureira, uma moça que era braço direito dele e o filho do representante também, que recebia valores”,
complementa o delegado, ao afirmar que dos acusados, somente o presidente da Adin, Rui Alberto Wolfart, foi detido.
“Os outros sofreram medidas restritivas de direito, diversas medidas que eles têm que cumprir, senão poderão vir a ser presos. Mas já foi feito bloqueio de bens, bloqueio de contas e sequestro de imóveis. As medidas já foram tomadas”.
Ainda de acordo com o delegado, o grupo é acusado de desvio de milhares de reais.
“A Adin, só esse ano, até março, ela recebeu em torno de dois milhões de repasses, isso só da Prefeitura (…) em três meses dois milhões entraram ali, e possivelmente, pelo que tudo indica, houve apropriação de parte desses valores”.
Sobre as acusações, o Diário da Serra buscou contato com representantes dos acusados, mas até o fechamento desta edição não obteve resposta.




