A vida anda cada dia mais digital e isso é fato. As pessoas passam muito mais tempo online do que há tempos atrás e este universo não é mais assustador para grande parcela das pessoas. Um verdadeiro mundo de oportunidades surgiu a partir das mídias sociais e das plataformas digitais e a pandemia da Covid-19 radicalizou ao extremo o uso dos meios digitais para se trabalhar e estudar.
No auge da pandemia as famílias se viram em casa com os pais em home office e os filhos com ensino remoto. Todas as atividades tendo que ser executadas online e por muitas horas diárias. Esta realidade refletiu na compra de equipamentos, acessórios, aplicativos e sistemas mais potentes. Os pacotes de internet foram turbinados e até mesmo a diversão passou a ser majoritariamente online com o impedimento de frequentar casas de shows, estádios e salas de cinema.
Todo este descortinamento tem uma faceta importante e que emerge dos estudos de cibercultura trazidos por Pierre Lévy dentre outros teóricos e que mostram a importância dos fluxos digitais nos canais de informação a qual chamam de ciberespaço e todo seu poder quando vivemos na era da sociedade em rede. Estamos falando aqui da formação de profissionais para atuar no meio digital.
Os Cursos Superiores de Tecnologia, conhecidos como CST estão presentes na educação brasileira há muito tempo e estão devidamente regulamentados desde a Lei de Diretrizes e Bases da Educação de 1996. Esses cursos que oferecem aos seus concluintes o diploma de tecnólogo eram quase restritos aos Centros Federais de Educação Tecnológica – CEFETs que ofertavam a formação na perspectiva de continuidade dos estudos para egressos de seus cursos técnicos.
Atualmente esses cursos são muito mais difundidos no país. Os CSTs são a principal modalidade de oferta de ensino superior de muitas instituições sobretudo os Institutos Federais – IFETs e as faculdades e centros universitários privados. E se antes os tecnólogos eram considerados por muitos profissionais de segunda linha se comparado aos bacharéis, hoje tais carreiras são vistas como oportunidade de expandir conhecimentos em nichos de mercado.
Enquanto os cursos de licenciatura e bacharelado ao longo do tempo permaneceram fixos as grandes áreas do conhecimento e ofertando formações tradicionais os tecnólogos ofertam formações variadas e que se adequam rapidamente as tendências do mundo do trabalho e propiciam um currículo flexível que tem caído no gosto de muita gente que busca um curso superior.
Mas o fato que mais nos chama atenção é quanto as carreiras ofertadas por meio de cursos tecnológicos entenderam o movimento da sociedade cada vez mais digital e trataram de pensar em cursos para atender esta demanda. Por meio dos CSTs é possível realizar uma verdadeira imersão no mundo digital. Formações superiores voltadas a nichos de mercado como Marketing Digital, Produção de Conteúdos Digitais, Gestão de Mídias Sociais, Empreendedorismo Digital, Gestão de E-commerce e E-Business, Gestão de Varejo e Negócios Digitais são alguns exemplos de possibilidades de formação tecnológica cujo eixo norteador é o mundo digital.
Profissionais destas formações tem o desafio de responder a crescente demanda do mundo do trabalho, ávido por conhecimentos das mídias, plataformas e redes digitais. E neste contexto em que se vive comprando, vendendo, se formando e trabalhando quem vem de um curso totalmente voltado para esta realidade pode sair na frente por um bom posto do trabalho.
A sociedade contemporânea ainda se recupera do baque causado pela pandemia da Covid-19 e se o futuro ainda parece nebuloso, ao menos uma certeza podemos ter deste período: a relação das pessoas com a tecnologia e os processos digitais foi irremediavelmente modificada e não retornará ao patamar anterior. Por isso é bom ficar atento porque as oportunidades parecem estar nas telas dos notebooks, tablets e smartphones.




