A partir desta quinta-feira, dia 14 de abril, os católicos no mundo inteiro iniciam a celebração do Tríduo Pascal, o período de tempo que vai da tarde de Quinta-feira Santa até a manhã do Domingo de Páscoa.

De acordo com o pároco da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, em Tangará da Serra, Frei Luciano de Souza Santos, o Tríduo Pascal envolve três momentos em uma única celebração, iniciando na Quinta-feira Santa, com a celebração da Ceia Pascal, em memória da grande ceia da despedida, que começa com o gesto do lava-pés.

“A Quinta-feira Santa se faz memória aquilo que Jesus gostaria de deixar a sua igreja, que foi a Eucaristia: ‘todas as vezes que estiverem reunidos, façam isso em memória de mim’. E Jesus, através do pão e do vinho, entrega seu corpo e seu sangue para que nós tenhamos vida Nele”, recorda.

Para este dia serão celebradas missas na Igreja Matriz e nas Comunidades São Luiz Gonzaga, Sagrado Coração de Jesus, Nossa Senhora de Fátima, São Francisco e São Pedro, todas às 19h30.

O Tríduo segue na Sexta-feira da Paixão, memória viva do maior mistério do amor de Deus, do sacrifício de Cristo até as últimas consequências. Neste dia a Igreja não tem a celebração da Eucaristia, mas convida seus fiéis a olhar, a contemplar o Crucificado, Cristo que morre na cruz.

“Nós celebramos a Paixão, Morte e, acima de tudo, a entrega em uma cruz, lavando com seu sangue e nos banhando com seu amor, Jesus vem nos libertar e nos salvar”.

As celebrações iniciam às 7h na Comunidade Madre Paulina e seguem às 8h na Cristo Rei, às 15h na São Francisco de Assis e Sagrado Coração de Jesus, às 16h na Nossa Senhora de Fátima e às 19h, na Igreja Matriz, com a encenação da Paixão de Cristo.

“Encenação essa preparada pela nossa juventude. Estão há muito tempo ensaiando, se preparando, para fazer bonito neste dia tão especial, onde o amor é pregado na cruz para nos salvar e nos resgatar de todos os males e pecados, mas, acima de tudo, para nos garantir a ressurreição”.

A celebração segue no Sábado de Aleluia, quando a Igreja medita e reflete Cristo morto, na Vigília Pascal, que conclui o tríduo.

“E vamos celebrar o Sábado de Aleluia em nossas comunidades e na Igreja Matriz (…) Venha participar conosco e celebrar a festa da ressurreição”.

A programação inicia às 16h, na Igreja Matriz, com o Batismo dos Catecúmenos e segue às 19h, ainda na Matriz e, no mesmo horário, nas comunidades Santa Isabel, Nossa Senhora Aparecida (Boche), São João Batista e São José Operário. No Domingo de Páscoa as celebrações seguem nos horários normais.

Na Paróquia Santa Terezinha, na Vila Alta, e na Comunidade Nossa Senhora da Guia, na Esmeralda, a Missa do Lava-Pés será realizada às 19h30, na Sexta-feira Santa às 15h e no Sábado de Aleluia às 20h. No domingo de Páscoa as celebrações também serão realizadas em horários tradicionais.

Semana Santa: “A Esperança não decepciona”

Vatican News

Com a celebração do Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor entramos na reta final do itinerário espiritual de Quaresma.

Ao final dessa Quaresma, vivida em meio às tribulações cotidianas da vida, que aumentam com as tensões de uma guerra, contemplando Jesus Cristo, o “bendito que vem em nome do Senhor”, os nossos corações devem ter sido preenchidos daquela Esperança que vem do Alto, do encontro misericordioso com o Ressuscitado, que as ideologias dos tempos modernos quiseram acabar, quando alguns declaravam que “Deus está morto” (Friedrich Nietzsche, A Gaia Ciência).

Prova o contrário a história da Igreja, repleta do testemunho de homens e mulheres que viveram o encontro maravilhoso com o Senhor, a ponto de suportar tudo com esperança viva em seu Redentor.

O vermelho que nos acompanhou na segunda parte da celebração do Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor estará no centro da celebração da Sexta-feira Santa. No altar da Cruz Jesus entregou seu corpo e derramou seu sangue, em meio à dores atrozes da sua boca saiu o perdão para um ladrão que se arrependeu (Lc 23,43) e para os algozes que “não sabem o que estão fazendo” (Lc 23,34).

Ao encerrarmos essa Quaresma pela Paz, deixemo-nos envolver pela “esperança que não decepciona” (Rm 5,5) e pelo amor das chagas curadoras de Cristo (Is 53,5), como recordava Papa Francisco em um Twitter:

“A Cruz de Jesus é a cátedra silenciosa de Deus. Contemplemos cada dia as suas chagas. Naqueles buracos reconheçamos o nosso vazio, as nossas faltas, as feridas do pecado. As suas chagas estão abertas para nós e, por aquelas chagas, fomos curados”.

Vivamos com muita piedade esses dias santos do Tríduo Pascal, que não são dias de descanso ou de férias, mas dias de profunda meditação e de íntima comunhão com Aquele que nos amou até o extremo (Jo 13,1).