O pedágio implantado no trecho de rodovias Jangada-Itanorte está gerando três tipos de reclamação entre os usuários.
A primeira e mais intensa é a espera pela isenção total ou parcial para moradores, estudantes, feirantes, trabalhadores em geral do Distrito de São Joaquim e Assentamento Nossa Senhora Aparecida, duas localidades de Tangará da Serra diretamente impactadas pela cobrança da tarifa.
Segundo a prefeitura, já há autorização da Câmara Municipal para subsidiar a tarifa para essas categorias de usuários. Porém, há necessidade de cadastro para enquadramento dos beneficiários. Enquanto não ocorrer o enquadramento, o pagamento da tarifa deverá ocorrer.
Segundo a secretária de Assistência Social do município, Márcia Kiss, os moradores já estão sendo convocados para realizar o cadastro.
“É algo inédito e a cobrança já está acontecendo, mas nós tomamos a iniciativa de procurar estas comunidades. A lei (do subsídio) foi aprovada na terça-feira passada e sancionada na sexta. Agora estamos nos trâmites de celebrar o contrato com a empresa (concessionária). Então, vamos deixar tudo legalizado”,
esclarece.
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Tarifa e demora:
Os outros dois motivos de reclamações são a demora na cobrança e o preço da tarifa.
Quanto à demora, as reclamações se concentram na praça ‘P-3’, onde há relatos de pelo menos 15 minutos de espera para pagamento e retomada da viagem. Conforme comentários nas redes sociais, o problema estaria no número de gabinetes de cobrança, limitados a três, nos dois sentidos.
Quanto ao valor da tarifa – preço básico de R$ 9,60 (veículos de passeio) – os usuários acham o valor bastante “salgado”, visto que ainda faltam várias obras, como a duplicação nos trechos previstos e as chamadas ‘obras de arte’ nas travessias de perímetros urbanos e redutores de velocidade.
Porém, a concessionária justifica que a precificação está de acordo com os investimentos realizados e pelas obras que ainda virão a ser executadas e, também, pelas compensações inflacionárias.




