Com o período de estiagem e as fortes ondas de calor registradas nas últimas semanas, uma preocupação volta a pairar sobre Tangará da Serra, que ficou conhecida em cenário estadual pela falta de água já por vários anos.

Em entrevista exclusiva ao Diário da Serra na última sexta-feira, 25, o diretor do Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae), Marcos Scolari, afirmou que os reservatórios da Estação de Tratamento de Água (ETA) Queima Pé estão com volume suficiente de água para esse período que segue ainda nos próximos meses.

“Não vai haver racionamento de água. Os nossos reservatórios estão todos cheios. Vamos passar esse período com tranquilidade”,

garante o diretor, ao pedir, contudo, que a população use conscientemente a água tratada.

“Estamos aqui diante de uma época, um período de estiagem, que o município de Tangará da Serra atravessa e aliado a isso, o aumento de consumo de água tratada [diante do calor excessivo]. Então há a necessidade da redução do consumo de água a fim de evitar o desabastecimento, necessidade de sensibilizar, reeducar, orientar a nossa população para que utilize água de modo racional e eficiente”,

pede.

“A importância dessa racionalização da água, na utilização consciente da água tratada, que favorece que mais pessoas tenham ela com maior tranquilidade e o tempo todo usando desse bem maior, dessa água, que é vida para a nossa população”,

completa, ao pedir que a população, neste período, evite a irrigação de jardins domiciliares e gramas com água do sistema de abastecimento público, ou ainda a lavagem de calçadas externas ou carros com mangueira, permitindo a utilização do reuso da água.

  • ÁGUA FRACA:

A preocupação de um novo racionamento foi levantada pela população na última semana, diante da água ‘fraca’ que está chegando nas torneiras dos tangaraenses.

Segundo Scolari esse já é um problema antigo em alguns bairros de Tangará e caso isso esteja acontecendo, é preciso comunicar o Samae.

“Existem alguns pontos (…) e a gente tem corrigido muito isso, quando a gente detecta. Estamos pressurizando com alguns poços, algumas bombas instaladas em alguns poços para dar essa pressurização, para melhorar o abastecimento de água à população. Mas quanto a racionamento, não. Falo com toda a segurança”.

A produção de água tratada no município hoje é 330 litros por segundo.

“Em fevereiro, quando assumimos, era de 280 litros por segundo, suficiente para Tangará, se todo mundo usar conscientemente. Mas aumentamos e melhoramos o nosso tratamento (…) e com isso a gente passa a tratar hoje 330 litros por segundo para o município de Tangará da Serra”,

destaca, ao reforçar o pedido para o uso consciente da água.