Com o advento da pandemia de Covid-19 muito se viu na imprensa a importância da pesquisa científica para buscar combater de forma eficaz o vírus. O mundo inteiro se viu em isolamento social e foi uma grande alívio quando nos chegou a notícia de que as primeiras vacinas começavam a chegar.

Pesquisadores de grandes institutos e laboratórios de pesquisa de ponta no Brasil e no mundo estiveram e ainda estão no encalço do vírus monitorando as variantes que surgem e aprimorando as vacinas. São geralmente doutores com larga experiência e formação sólida em suas áreas. Da mesma forma podemos citar pesquisas agrícolas como as que a Embrapa desenvolve; ou mesmo as pesquisas educacionais, mas a pergunta que fazemos é: quando começa o percurso do pesquisador?

A pesquisa é um processo contínuo e a formação de um pesquisador demanda esforço individual, mas sobretudo institucional. É comum termos editais de fomento voltados para jovens pesquisadores e também para investigadores sênior. A certeza é que o percurso deve começar precocemente, se possível no ensino médio, talvez atrelado a uma formação profissionalizante ou ainda durante o curso superior.

Na universidade existem além dos cursos de graduação inúmeros projetos de pesquisa que geralmente são vinculados a professores experientes que já atuam na pós-graduação e estão ali aprimorando, inovando, buscando conhecimentos necessários para enfrentar demandas emergentes. Esses docentes precisam de jovens pesquisadores que deem continuidade aos estudos e que também diversifiquem a perspectiva inicialmente pensada.

Para recrutar novas mentes para a pesquisa científica são lançados periodicamente nas universidades os editais de bolsas de iniciação científica voltadas aos acadêmicos de graduação. Ao ser selecionado para uma bolsa dessas o acadêmico tem a oportunidade de estar em contato direto com um projeto de pesquisa, com uma equipe de trabalho que envolve professores, técnicos e outros acadêmicos e isso costuma ser uma experiência que agrega valor para sua formação profissional.

A Universidade do Estado de Mato Grosso - Unemat lança periodicamente edital de bolsas de Iniciação Científica (IC) tanto com recursos próprios quanto com fomento da Fundação de Amparo à Pesquisa de Mato Grosso - Fapemat ou apoiadas pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPq. Outras universidades do estado como a UFMT, a UFR e o Instituto Federal (IFMT) também possuem projetos consolidados e sempre abrem editais. Vale ressaltar que as bolsas além de ampliarem os conhecimentos ainda são remuneradas e existem uma pequena carga horária de atuação como contrapartida.

O negócio é ficar bem atento e não perder a oportunidade de agregar valor a sua formação.

Miguel Rodrigues Netto é Jornalista/UFMT, Licenciado em Letras/Unicesumar, Mestre em Política Social/UFMT e Doutor em Ciências Sociais/PUC/SP. Professor Adjunto da Universidade do Estado de Mato Grosso - UNEMAT.