Em um movimento pioneiro no Brasil, o projeto de Etnoturismo Menanehaliti, sediado em Tangará da Serra, está estabelecendo novos padrões de segurança e sustentabilidade no turismo indígena. Com a implantação do Sistema de Gestão de Segurança (SGS) conforme a norma ABNT NBR ISO 21101 nas cinco aldeias Haliti-Paresí — Katyalarekwa, Oreke, Serra Dourada, Arara Azul e 2 Cachoeira —, o projeto não só reforça o compromisso com a preservação cultural e ambiental, mas também garante uma experiência segura e enriquecedora para visitantes nacionais e internacionais.
Esta iniciativa coloca as comunidades indígenas de Tangará da Serra na vanguarda do etnoturismo responsável, destacando-se como um exemplo de como práticas tradicionais podem ser harmoniosamente integradas com inovações modernas em gestão de segurança.
“O que estamos fazendo aqui vai além de simplesmente atrair turistas; estamos criando um modelo de turismo que respeita profundamente a cultura indígena enquanto garante a segurança e o bem-estar de todos os envolvidos”,
explica o consultor Sidnei Varanis, coordenador do projeto, e cuja visão foi fundamental para a implementação do SGS.
Os líderes das comunidades Haliti-Paresí, juntamente com especialistas em segurança, desenvolveram procedimentos detalhados de resposta a emergências, treinamento de pessoal e avaliações regulares de riscos — medidas que transformam cada tour em uma experiência segura e autêntica.
Além disso, a estratégia adotada tem gerado um impacto positivo substancial na economia local, criando empregos e aumentando a consciência sobre a importância da conservação cultural e ambiental.
“Este é um passo gigantesco para o turismo indígena no Brasil. Estamos mostrando que é possível aliar tradição com inovação de maneira que beneficie tanto nossas comunidades quanto nossos visitantes”,
celebra um dos caciques locais.




